Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Produção de alho no Brasil deve cair entre 15% e 20% em 2026

Concorrência com alho importado ameaça a cultura nacional

Carlos Silva20 de abril de 2026 às 16:05
Produção de alho no Brasil deve cair entre 15% e 20% em 2026

A produção de alho no Brasil enfrenta um declínio significativo, projetando-se uma redução de 15% a 20% em 2026, de acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA).

Essa cultura, que envolve aproximadamente 40 mil produtores, sobretudo nas áreas do Cerrado e Sul, está sob intensa pressão devido à concorrência com o alho importado, especialmente da Argentina.

Efeitos da concorrência no mercado

Em 2025, uma oferta excessiva resultou na queda acentuada dos preços do alho no mercado interno, causando prejuízos significativos aos agricultores brasileiros. Para lidar com essa situação, a ANAPA planeja solicitar uma investigação sobre práticas de dumping relacionadas ao alho argentino, que entra no Brasil sem tarifas devido ao Mercosul.

Crescimento das importações

No último ano, o Brasil importou quase 9 milhões de caixas com 10 kg de alho argentino, e espera-se que esse número ultrapasse 10 milhões em 2026. As importações de alho fresco ou refrigerado aumentaram mais de 9% em 2025, com a Argentina se consolidando como a principal fornecedora, seguida pela China, que enviou 67 mil toneladas ao Brasil.

Preocupações futuras

Outro fator preocupante é o potencial retorno do alho chinês à competitividade no Brasil. Apesar de existirem tarifas antidumping em vigor há aproximadamente 20 anos, um novo acordo de preços entre empresas chinesas, realizado sem o conhecimento da ANAPA, possibilitou a entrada do alho a preços inferiores aos custos de produção nacional, intensificando a pressão sobre os agricultores brasileiros.

Estimativas apontam uma queda de até 20% na produção de alho no Brasil.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio