Feijão do Paraná tem queda na produção para a segunda safra
Deral prevê redução de 31% na área plantada em 2026.

O Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná anunciou, em um boletim divulgado na última quinta-feira, a previsão de uma redução significativa na área e na produção da segunda safra de feijão do estado para 2026.
Conforme o levantamento, a semeadura ocorreu no início do ano, e a colheita está prestes a começar, com 3% das áreas já atingindo a fase de maturação. A área cultivada foi estimada em 239 mil hectares, refletindo uma queda de 31% em comparação com a safra de 2025.
✨ A produção deve sofrer uma redução de pelo menos 20% devido à diminuição da área plantada.
O relatório também destaca que, nas últimas semanas, a condição das lavouras piorou. Hoje, 72% das áreas estão em boas condições, comparadas a 76% do levantamento anterior. As classificações medianas subiram para 20%, enquanto as áreas ruins aumentaram para 8%.
As regiões de Pato Branco, Laranjeiras do Sul e Francisco Beltrão estão entre as mais afetadas pela seca, representando mais da metade da produção do estado. Embora recentes chuvas tenham aliviado temporariamente o estresse hídrico, a recuperação completa do potencial produtivo das lavouras não é esperada.
"As precipitações interromperam momentaneamente o estresse hídrico, mas a produtividade média de 30 sacas, prevista inicialmente, dificilmente será atingida.
Apesar da redução na área geral cultivada, o feijão carioca apresentou um crescimento na participação, com um aumento de 3% na área cultivada, enquanto as variedades de feijão-preto enfrentaram retração.
Contexto
Nos últimos 12 meses, o feijão-preto valorizou 7%, enquanto o feijão carioca teve um aumento de impressionantes 48% nos preços.
Embora o feijão carioca esteja se destacando, o feijão-preto continua predominando, ocupando aproximadamente dois terços da área total cultivada na segunda safra do estado.
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