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Agronegócio
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Produção de laranja em SP cresce 27%, mas fica abaixo das expectativas

Safra 2025/2026 apresenta altas e desafios climáticos no Cinturão Citrícola

Mariana Souza01 de maio de 2026 às 13:45
Produção de laranja em SP cresce 27%, mas fica abaixo das expectativas

A safra 2025/2026 de laranjas do Cinturão Citrícola de São Paulo foi concluída com uma produção de 292,94 milhões de caixas de 40,8 kg, resultando em um aumento significativo de 27% comparado ao período anterior, conforme indicado por um relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

Apesar do aumento, o número ainda ficou abaixo da estimativa inicial de 314,6 milhões de caixas. A colheita apresentou um progresso mais lento do que o esperado, com a expectativa de que variedades como a Pera fossem colhidas após as chuvas, mas quase metade da produção foi retirada durante a estiagem, prejudicando o desenvolvimento dos frutos.

A irregularidade climática foi um dos principais fatores prejudiciais à colheita.

As condições climáticas foram adversas, com uma precipitação média que ficou 13% abaixo da média histórica nas áreas monitoradas, exceto no Sul do estado, onde a situação hídrica foi menos crítica. No Norte, municípios como Altinópolis e Bebedouro enfrentaram grandes déficits hídricos.

Além dos problemas de seca, a produção sofreu perdas devido à queda de frutos, que atingiu cerca de 23,2%. Isso foi agravado pela presença de doenças como o greening e pragas, incluindo o bicho-furão e a mosca-das-frutas. Estima-se que aproximadamente 88,5 milhões de caixas tenham sido perdidas durante o ciclo.

A produção variou entre as diferentes variedades. As laranjas precoces, como Hamlin, Westin e Rubi, somaram 46,2 milhões de caixas, representando um crescimento de 23%. Já as variedades de meia-estação, em especial a Pera Rio, também impressionaram com 87,4 milhões de caixas, um aumento de 17%, embora com uma redução no peso médio dos frutos.

Entre as frutas tardias, como Valência e Folha Murcha, a produção cresceu 37,6% totalizando 104,5 milhões de caixas, mas enfrentou maior taxa de queda e um menor peso médio. A laranja Natal, por sua vez, superou expectativas com 37,1 milhões de caixas, mesmo apresentando uma taxa de queda de 28,8%.

O aumento na oferta de laranjas, combinado com melhorias na qualidade e uma maior presença no mercado internacional, resultou em uma pressão nos preços. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada reportou que o valor da caixa da laranja Pera despencou de R$ 80,00 em maio de 2025 para R$ 41,40 em fevereiro de 2026.

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