Expectativa é impulso na viticultura de Goiás e Distrito Federal

A colheita de uvas começa nas regiões de Goiás e no Distrito Federal, fora do tradicional eixo produtivo brasileiro, e se estende de julho a agosto. Avaliam-se perspectivas otimistas para 2026, com aumento substancial na produção, favorecido por condições climáticas e o interesse crescente pelo vinho nacional.
A diretora técnica da Anprovin, Aline Mabel, explica que a técnica de dupla poda aplicada pelos produtores do Centro-Oeste possibilita a colheita das uvas durante o inverno. Essa metodologia aproveita condições climáticas que incluem temperaturas quentes durante o dia e noites frescas, ajudam a preservar a acidez e o frescor das uvas, além de reduzir a incidência de doenças fúngicas, resultando em uma safra mais saudável.
O olhar atual sobre o mercado vitivinícola brasileiro é encorajador. Para o próximo ciclo, projeta-se um aumento de 10 a 15% na área plantada. Em contraste com a queda na produção e no consumo de vinhos em países europeus, o Brasil revela um aumento no interesse por seus vinhos, especialmente aqueles provenientes de viticultura de inverno.
A vitinicultura se apresenta como uma alternativa lucrativa para agricultores que anteriormente se dedicavam a outras produções. O cultivo de vinho não só agrega valor ao produto como também é complementado por enoturismo e experiências gastronômicas, ampliando ainda mais suas vantagens.
Aline Mabel ressaltou os benefícios oferecidos aos membros da Anprovin, que incluem acesso a laboratórios de análise para controle de qualidade, participação em pesquisas voltadas para melhorias na produção, e um processo simplificado de adesão com avaliação técnica simplificada.
✨ O fortalecimento do setor vitivinícola é fundamental para o desenvolvimento da cultura do vinho no Brasil.
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