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Agronegócio
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Preços do boi gordo encerram abril com variações mistas

Mercado de carne revela mudanças de preço entre as principais praças

Gabriel Azevedo03 de maio de 2026 às 18:30
Preços do boi gordo encerram abril com variações mistas

O mercado do boi gordo chegou ao fim de abril com uma variação de preços que, embora tenha sido mais alta em algumas localidades, se manteve inferior aos níveis observados no início do mês.

Durante a primeira metade do mês, a escassez de oferta elevou os preços, levando o boi a atingir patamares máximos. No entanto, na segunda quinzena, os frigoríficos aumentaram a escala de abate e começaram a exercer pressão, retardando as altas.

Além disso, circularam especulações sobre a diminuição da cota de exportação para a China, o que pode estar indicando uma queda na demanda para o terceiro trimestre, momento em que a oferta de animais confinados tende a aumentar.

No dia 29 de abril, as cotações da arroba variaram entre as principais regiões. São Paulo manteve o preço em R$ 360,00, enquanto em Goiânia subiu para R$ 345,00.

Em Uberaba, o valor diminuiu para R$ 340,00, e em Dourados permaneceu estável em R$ 350,00. Já em Cuiabá, o preço da arroba subiu para R$ 360,00, e em Vilhena registrou alta, alcançando R$ 330,00.

Valorização no Atacado

O mercado atacadista teve um mês de valorização marcante para a carne bovina, principalmente para o quarto dianteiro, que chegou a R$ 23,50 por quilo, o que representa uma alta de 7,80% em relação ao final de março.

Os cortes traseiros também ganharam valor, atingindo R$ 28,50 por quilo. O desempenho das exportações também teve um papel significativo nesse cenário, com o Brasil exportando 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril até o dia 16, gerando uma receita de US$ 1,340 bilhão.

O preço médio de exportação ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.

Quando se compara com abril de 2025, os números mostram crescimento significativo: a receita média diária aumentou 38%, o volume embarcado avançou 11,9% e o preço médio teve uma valorização de 23,2%, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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