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Agronegócio
2 min de leitura

Crescimento da agropecuária impacta PIB brasileiro em 2026

Setor agrícola vê crescimento no início do ano, mas riscos são iminentes.

Gabriel Azevedo30 de maio de 2026 às 05:15
Crescimento da agropecuária impacta PIB brasileiro em 2026

A agropecuária no Brasil registrou um crescimento de 2% no primeiro trimestre de 2026, contribuindo positivamente para o PIB do país. No entanto, espera-se que a produção agrícola enfrente um declínio nos próximos anos devido a fatores climáticos e ao aumento dos custos.

Crescimento inicial, mas perspectiva de queda na produção.

Desafios à Vista

Os especialistas, como o economista Felippe Serigati da FGV Agro, alertam que a força do setor pode ser comprometida pela formação do fenômeno El Niño, que pode causar secas severas e chuvas excessivas em diversas regiões do Brasil. O impacto já se reflete na expectativa de uma produção agrícola reduzida até 2027.

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Não se faz safra recorde em ano de El Niño

Felippe Serigati

Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócios, lembrou que o último El Niño severo, em 2014 e 2015, resultou na maior quebra de safra da história do Brasil, um alerta para os agricultores que se preparam para os próximos ciclos.

Efeitos Imediatos e à Longo Prazo

Embora o impacto do El Niño sobre as colheitas deste ano não seja iminente, uma previsão de seca pode adiar os plantios. As dificuldades financeiras, exacerbadas por altos custos de fertilizantes e juros elevados, pressionam ainda mais os agricultores. Serigati estima que o PIB do agronegócio poderá sofrer um recuo de 0,9% em 2026.

O aumento de custos pode reduzir a produtividade das safras.

Além da pressão climática e financeira, o incremento nos preços dos fertilizantes devido à instabilidade geopolítica no Oriente Médio traz mais desafios. Embora os efeitos dessa alta só venham a ser percebidos pelo consumidor em 2027, os agricultores já sentem os impactos relacionados ao custo de produção.

Contexto Adicional

O fenômeno El Niño está associado a chuvas e secas extremas, afetando diretamente as regiões produtoras do Brasil, como a área do Matopiba e Mato Grosso. Isso pode criar uma disparidade nas colheitas, dependendo da localização.

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