Produção em 2025 foi de 7,1 mil toneladas em 659 hectares afetados por eventos climáticos

A produção de pêssego no Paraná apresentou uma queda considerável nos últimos anos, sendo mais notável em 2025, quando a fruta foi cultivada em 659 hectares, resultando em 7,1 mil toneladas colhidas. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), o Valor Bruto da Produção (VBP) preliminar foi de R$ 42 milhões.
Entre 2016 e 2025, a área plantada com pêssegos no estado diminuiu em 34,1%, enquanto a produção total caiu 38,6% e o VBP, já deflacionado, recuou 29,6%. Esses dados refletem diretamente o impacto de eventos climáticos adversos ao longo dos ciclos produtivos, como estiagens durante a floração, geadas tardias e ocorrência de granizo próximo à colheita.
✨ Em 2025, o pêssego representou apenas 1,2% da área e 0,5% do volume total da fruticultura no Paraná, que possui uma produção total de 1,5 milhão de toneladas.
A fruticultura paranaense, em geral, ocupou 56,2 mil hectares, movimentando R$ 4,3 bilhões. A produção de pêssego está distribuída por 165 municípios, com a região de Curitiba sendo a mais expressiva, concentrando 31,7% da área cultivada e 41,1% das colheitas e do VBP estadual.
Entre os principais municípios produtores próximos à capital, Campo Largo responde por 12,4% dos volumes colhidos, seguido por Lapa com 10,1% e Araucária com 9,2%. Em 2025, 9,2 mil toneladas de pêssegos foram comercializadas nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa's/PR), gerando uma movimentação financeira de R$ 72,9 milhões.
O Rio Grande do Sul foi o maior fornecedor, com 4,7 mil toneladas, representando 44,7% do volume comercializado. O pêssego paranaense contribuiu com 27,2% do total, com 2,5 mil toneladas, enquanto Santa Catarina forneceu 2,1 mil toneladas, totalizando 22,9% do volume.
Os persicultores do Paraná receberam, em média, R$ 6,54 por quilo de pêssego em 2025. No varejo, o preço médio ficou em R$ 16,32/kg, e nas Ceasas/PR, a cotação média anual foi de R$ 7,87/kg. A cotação mais recente do pêssego nacional, em 7 de outubro, chegou a R$ 9,71/kg.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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