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Agronegócio
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Projeto Solo Protegido: Avanços na Sustentabilidade do Cultivo de Tabaco no Sul

Embrapa e SindiTabaco apresentam resultados promissores em feira agropecuária.

Ricardo Alves02 de abril de 2026 às 11:45
Projeto Solo Protegido: Avanços na Sustentabilidade do Cultivo de Tabaco no Sul

O Projeto Solo Protegido, uma colaboração técnica entre a Embrapa e o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), está avançando em sua nova fase. Recentemente, no dia 25 de março, a equipe de pesquisa revelou os resultados do primeiro ano de trabalho, que integra um cronograma de 60 meses destinado a diagnosticar e promover a qualidade do solo, alinhando práticas sustentáveis nas unidades produtoras de tabaco no Sul do Brasil.

Exibições na Expoagro Afubra 2026

A cooperação técnica foi um dos destaques no estande da Embrapa durante a Expoagro Afubra 2026, que aconteceu de 24 a 27 de março em Rincão Del Rey, Rio Pardo/RS. Por meio desta iniciativa, o setor tabacaleiro está investindo em estratégias que apoiam a resiliência dos produtores, especialmente diante desafios climáticos.

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"O setor continua investindo em melhorias na produção rural", afirma Fernanda Viana Bender, assessora técnica do SindiTabaco.

O projeto envolve 33 propriedades rurais nas regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Contexto

Ações do Projeto incluem planos de intervenção baseados nas Boas Práticas Agrícolas (BPAs) e monitoramento de indicadores fundamentais, visando à proteção e recuperação do solo.

Durante a apresentação dos resultados do primeiro ano, Adilson Luís Bamberg, coordenador do projeto, destacou o processo de seleção das propriedades e a aplicação de questionários de pré-diagnóstico. Os seminários técnicos regionais foram essenciais para identificar aspectos fundamentais que vão além dos indicadores químicos, como a física e a biologia do solo.

Mais de 500 produtores participaram da pesquisa, sendo que 358 deles responderam a todos os itens do questionário, que revelou que 86,5% são proprietários de suas terras e que 96,4% dependem financeiramente do cultivo do tabaco.

  • 185,5% dos produtores avaliam a qualidade do solo positivamente.
  • 299,4% utilizam adubação mineral.
  • 368,6% realizam análises de solo conforme recomendações.

Juliana Maciel Bicca, pesquisadora, observou que o tabaco está em uma fase de transição produtiva, onde existem oportunidades para implementar práticas mais conservacionistas, como o plantio direto. Entretanto, 90,2% dos entrevistados fazem uso de calagem, uma prática já consolidada.

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"Ainda existem muitos desafios, como a adoção de técnicas aprimoradas de construção de camalhões", enfatiza Adilson Bamberg.

As conclusões do relatório indicam a necessidade de ampliar o uso de mix de plantas de cobertura.

Para os próximos passos, 81,5% dos produtores estão dispostos a adotar novas técnicas. Com a seleção das 33 propriedades que participarão das intervenções, as coletas de amostras para análises mais detalhadas da saúde do solo se iniciarão na primeira quinzena de abril.

A continuidade do projeto prevê a elaboração de planos de intervenção baseados nas análises, monitoramento das Boas Práticas Agrícolas e programas de capacitação técnica, com o intuito de consolidar um modelo mais sustentável de manejo do solo.

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