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Agronegócio
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Pulgoes afetam produção de morangos no Brasil

Os produtores enfrentam desafios devido ao pulgão-da-raiz

Acro Rodrigues04 de maio de 2026 às 16:30
Pulgoes afetam produção de morangos no Brasil

Os cultivadores de morango no Brasil estão enfrentando um sério alerta em relação ao pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale), uma praga que se desenvolve no solo, tornando sua detecção nas plantações bastante desafiadora.

Conforme relatado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), esse inseto se alimenta da seiva das raízes, o que prejudica o crescimento saudável das plantas. Os sinais da infestação incluem folhas amareladas, redução do crescimento geral e, em casos mais graves, a morte das plantas.

A situação se torna mais crítica durante períodos de seca, quando as plantas já estão sob estresse hídrico. A maioria dos pulgões na infestação são fêmeas, e tanto as larvas quanto os adultos se alimentam continuamente, liberando toxinas que comprometem o sistema radicular das plantas. Além disso, o pulgão-da-raiz pode ser vetor do vírus mosqueado do morangueiro, agravando ainda mais os danos à colheita.

Especialistas alertam que o controle eficaz do pulgão é essencial para garantir a qualidade e a produtividade dos morangos.

Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, enfatiza que combater essa praga requer uma abordagem integrada. "É fundamental combinar o uso de inimigos naturais e uma nutrição equilibrada do solo, evitando excessos de nitrogênio, que favorecem a infestação”, observa Kagi.

Ele acrescenta que o controle químico deve ser feito de maneira criteriosa e sempre baseado em monitoramento, recomendando o uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes fases do ciclo, desde que as orientações técnicas sejam respeitadas.

Kagi destaca ainda que o aumento da produtividade não deve ocorrer em detrimento de práticas fitossanitárias eficientes. "O monitoramento contínuo e a utilização integrada de estratégias de defesa vegetal são essenciais para minimizar as perdas e manter a qualidade da produção”, conclui.

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