Alerta Geada: IDR-Paraná inicia aviso para produtores rurais
Serviço orienta agricultor sobre riscos de geadas em 2026

O IDR-Paraná e o Simepar iniciaram nesta segunda-feira (4) mais uma edição do Alerta Geada, uma iniciativa que visa monitorar as temperaturas mais baixas no estado e fornecer orientações essenciais aos produtores rurais sobre os riscos de danos às suas lavouras.
Importância e Abrangência do Serviço
Em operação desde maio até setembro, o Alerta Geada agora chega à sua 32ª edição. Inicialmente criado para proteger lavouras de café em fase inicial, o serviço se expandiu para incluir diversas cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura e fruticultura, tornando-se uma ferramenta vital para o agronegócio paranaense.
✨ Boletins diários com previsões meteorológicas são divulgados durante a temporada.
As equipes do IDR-Paraná e do Simepar disponibilizam boletins diários que incluem análises meteorológicas e previsões sobre a movimentação de massas de ar frio. Alertas antecipados são emitidos sempre que necessário, permitindo que os agricultores adotem medidas preventivas.
Perspectivas para o Inverno de 2026
Conforme a meteorologista Ângela Costa, a estação fria deste ano deve ser diferente da anterior, devido à influência do fenômeno El Niño. Espera-se que as temperaturas médias sejam um pouco mais altas, com menor frequência de episódios de frio extremo. No entanto, é fundamental manter uma vigilância constante, uma vez que as condições podem mudar rapidamente.
✨ Práticas preventivas são recomendadas mesmo em um inverno menos rigoroso.
Com a expectativa de um inverno menos intenso, o IDR-Paraná continua a recomendar práticas de proteção nas lavouras mais sensíveis. No caso das mudas de café, é aconselhável cobri-las com terra ou palha quando há previsão de geada. Já nas plantas mais desenvolvidas, deve-se amontoar terra ao redor do tronco para proteger as gemas vegetativas.
Orientações para Diferentes Culturas
Em condições de frio intenso, culturas como hortaliças, frutíferas e milho podem estar sujeitas a perdas significativas. A pecuária, por sua vez, sofre impactos tanto pela redução das pastagens quanto pelo estresse térmico dos animais. Na pecuária leiteira, recomenda-se suplementação alimentar e atenção especial a bezerras e vacas prestes a parir. Na criação de gado de corte, é importante planejar o uso de silagem e feno para minimizar prejuízos.
Cultivos protegidos, como hortaliças em estufas, demandam cuidados com o manejo do ambiente. Isso inclui controle de irrigação, fechamento adequado e uso de aquecimento para mitigar os efeitos das baixas temperaturas.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Camila Souza Ramos
Jornalista especializado em agricultura
Notícias Relacionadas
Mais de agricultura

Cores diferentes de ovos de codorna explicadas por genética
Entenda a variação nas cascas dos ovos e suas causas

Avaliação de ovinos Corriedale no Rio Grande do Sul destaca genética
Prova de desempenho envolve 41 reprodutores de diferentes cabanhas

Impressão 3D e nanotecnologia podem revolucionar controle de pragas
Pesquisadores brasileiros desenvolvem dispositivos biodegradáveis eficazes

Broca-da-cana assola cultivos de milho e afeta produtividade
Produtores alertam sobre os perigos da praga para lavouras em todo o país.





