Queda no mercado de fertilizantes no Brasil preocupa especialistas
Expectativa de redução de até 15% devido a fatores geopolíticos e tributários

O mercado de fertilizantes no Brasil está projetado para enfrentar um encolhimento significativo em 2026, com uma previsão de queda de até 15%. Essa situação é atribuída a uma combinação de fatores internacionais e decisões econômicas internas.
De acordo com o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná (Sindiadubos-PR), as repercussões da guerra no Irã e mudanças na tributação de PIS/Cofins, que entra em vigor em 1º de abril, estão entre os principais motivos para essa retração. A nova tributação representa um aumento de 2% no custo, impactando diretamente a compra de fertilizantes.
A medida provisória 1.343/2026, que estabelece um frete mínimo, também figura entre os pontos de preocupação. O Sindiadubos-PR recorda que, no ano passado, o Brasil registrou um recorde de 49 milhões de toneladas de fertilizantes entregues a agricultores, mas agora as importações mostram um declínio significativo no início de 2026.
"As importações de fertilizantes estão apresentando uma queda no primeiro quadrimestre. Enquanto as empresas temem o alto custo atual, os agricultores preferem adiar a compra, esperando alguma melhora no futuro
✨ Fechamento do estreito de Ormuz pode acarretar perda de 5 milhões de toneladas na produção de fertilizantes fosfatados em apenas um mês.
Cerca de 40% de todo o enxofre mundial, que é fundamental para a produção deste insumo, é transacionado pelo estreito de Ormuz, e sua interrupção pode ter consequências devastadoras para o setor.
Ações em curso
O Sindiadubos-PR está colaborando com outras organizações do setor para persuadir o governo federal sobre a importância de adiar a cobrança de PIS/Cofins e revisar os critérios do frete mínimo. Além disso, buscam negociação com a China para reabertura das exportações de fosfatados.
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