Brasil cobra resposta da UE sobre protocolos de antimicrobianos
Secretário de Comércio critica exclusão do Brasil da lista de exportadores.

O Brasil aguarda um pronunciamento da União Europeia (UE) sobre os protocolos do uso de antimicrobianos, conforme declarado por Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, durante o Congresso Abramilho, em Brasília.
Recentemente, a Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. Rua expressou surpresa com esta decisão, dado que o governo brasileiro já havia solicitado avaliação para saber se os protocolos adotados estão em conformidade.
✨ A exclusão do Brasil da lista da UE representa um desafio significativo para o setor de carnes e reflete uma falta de comunicação entre as partes.
Reuniões e proposta de diálogo
Rua participou de encontros com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, e o embaixador do Brasil na UE, Pedro Miguel, em Bruxelas. Durante as reuniões, ele pediu à embaixadora que transmitisse a inquietação do governo brasileiro quanto à recente decisão da UE, enfatizando que a situação é considerada prioridade.
Protocolos específicos por tipo de proteína
Segundo o secretário, representantes dos governos brasileiro e europeu concordaram em discutir protocolos específicos para diferentes categorias de produtos. Ele enfatizou que as exigências devem ser ajustadas individualmente, considerando as especificidades de cada proteína.
Rua destacou que, enquanto parte das informações necessárias virá do setor privado, o governo também desempenha um papel essencial na verificação e controle das práticas implementadas. A expectativa é que o Brasil envie dados detalhados para cada cadeia produtiva, facilitando a revisão da Comissão Europeia para permitir o retorno do Brasil à lista de exportadores.
✨ O Brasil é um exportador de proteínas animais com cerca de 40 anos de experiência, cumprindo rigorosamente as normas sanitárias exigidas pela UE.
O secretário também ressaltou o compromisso do Brasil com a redução do uso de antimicrobianos, independente das exigências internacionais. Ele afirmou que o país está avançando nesse campo, o que pode ser evidenciado como um sinal positivo para futuras negociações.
Rua abordou ainda a questão do uso de antibióticos promotores de crescimento, explicando que as decisões nesse sentido dependem das regras de cada mercado comprador e que o Brasil sempre se compromete a respeitá-las.
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