Investidores reagem a problemas climáticos na produção de cacau.

Os preços do cacau sofreram uma mudança significativa, após um longo período de estabilidade, impulsionados por notícias sobre possíveis problemas na oferta. Na última quinta-feira, os contratos para julho na bolsa de Nova York dispararam 7,06%, atingindo US$ 4.427 por tonelada.
Segundo o site Mercado do Cacau, os investidores começaram a considerar prêmios climáticos para os futuros da amêndoa, em razão das incertezas sobre o desenvolvimento da próxima safra na África Ocidental, que é a principal região produtora do cacau mundial.
✨ Os relatos de irregularidade nas chuvas em partes da Costa do Marfim e de Gana, além do potencial retorno de padrões climáticos adversos relacionados ao El Niño, são pontos de preocupação para o mercado.
Embora a atual temporada ainda mostre uma oferta relativamente adequada em algumas áreas, investidores começam a direcionar sua atenção para o ciclo de 2026/27. Este cenário se torna crítico, considerando as fragilidades financeiras enfrentadas pelos produtores e desafios na recuperação da oferta global.
No mercado do café, o arábica apresentou uma queda significativa de 3,73%, com os contratos para julho fechando a US$ 2,7325 por libra-peso. O açúcar, por sua vez, experimentou uma queda contínua, com as cotações do demerara para julho baixando 1,82%, alcançando 14,54 centavos por libra-peso.
O suco de laranja concentrado também teve um desempenho negativo, com uma queda de 3,75%, cotado a US$ 1,7320 por libra-peso. Adicionalmente, o algodão viu um decréscimo de 1,25% nas cotações para julho, encerrando o dia a 83 centavos por libra-peso.
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