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Agronegócio
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Queijo colonial da Serra Gaúcha: nova fase com produção de leite cru

Projeto de Indicação Geográfica avança com análises detalhadas.

Camila Souza Ramos01 de julho de 2026 às 09:00
Queijo colonial da Serra Gaúcha: nova fase com produção de leite cru

O projeto de Indicação Geográfica do queijo colonial da Serra Gaúcha avança com a implementação da produção a partir de leite cru, possibilitando uma análise aprofundada da característica microbiológica do produto.

Recentemente, um encontro preparatório foi realizado na Queijaria Bolson & Camêlo, em Caxias do Sul, onde produtores se reuniram para discutir a fase atual. Cada queijaria participante está se comprometendo a produzir cinco unidades de queijo, utilizando o mesmo lote de leite para garantir uniformidade.

As amostras serão submetidas a várias análises, incluindo microbiológicas, metagenômicas e físico-químicas. Serão avaliados aspectos como umidade, pH, teor de proteína, gordura e carboidratos, com o intuito de definir padrões consistentes que possam ser atribuídos ao queijo colonial da região.

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Nosso objetivo é caracterizar o queijo colonial a partir de uma microbiota que é única do território, o que definiu a identidade do produto

Danilo Gomes, coordenador do projeto.

O dossiê para o pedido de Indicação Geográfica será elaborado com base nos resultados obtidos até novembro.

Importância do Projeto

O projeto não apenas visa a valorização do queijo colonial, mas também busca preservar as práticas culturais e de produção locais.

Além das análises laboratoriais, os queijos também passarão por avaliações sensoriais realizadas pela equipe de gastronomia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que irá contribuir para um entendimento mais completo das características do produto.

As análises e o relatório final são esperados até o final de setembro, enquanto a formalização da Indicação Geográfica se dará posteriormente, consagrando assim a identidade dos queijos da Serra Gaúcha.

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