Ministério da Agricultura destaca impacto positivo nas exportações de carnes de aves.

O Ministério da Agricultura está otimista em relação ao reconhecimento da regionalização sanitária para os focos da doença de Newcastle, recentemente identificados em Santa Catarina. Essa medida é considerada crucial para evitar perdas potenciais de aproximadamente US$ 1 bilhão anuais para os exportadores de carnes de aves.
A regionalização permite que a maioria dos países adote restrições de importação somente para as áreas afetadas, que são as proximidades das granjas onde foram detectados os focos da doença. O cálculo da pasta projeta um cenário em que, caso os países apliquem os mesmos critérios de restrição de 2024, quando ocorreu o primeiro foco da doença no Brasil em Anta Gorda (RS), as perdas poderão ser minimizadas.
✨ Entre os mercados com maior impacto econômico mitigado estão: China (US$ 485 milhões), Arábia Saudita (US$ 293 milhões) e Argentina (cerca de US$ 57 milhões).
Apesar das medidas para mitigar os impactos, os frigoríficos alertam que os bloqueios atuais ainda podem afetar o embarque de entre 30 mil e 40 mil toneladas por mês, comprometendo a produção destinada a países como China, Chile, Uruguai, México e Malásia. A média mensal de exportação de frango gira em torno de 500 mil toneladas, o que significa que esse bloqueio pode resultar em perdas de cerca de US$ 80 milhões por mês ou US$ 960 milhões ao longo do ano.
O Ministério da Agricultura também atualizou a lista de restrições comerciais devido à identifição dos focos em Santa Catarina, incluindo a suspensão das exportações de carnes de aves para Uruguai, México e Malásia, e limitando os produtos provenientes de Santa Catarina para China, Chile, Peru, entre outros.
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