Produtores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul contabilizam danos nas lavouras e estruturas

A região Sul do Brasil, composta por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, está enfrentando sérios prejuízos nos últimos dias devido a temporais, vendavais e chuvas intensas. Produtores rurais e cooperativas na área estão avaliando os danos, com a destruição de estruturas, equipamentos e lavouras.
Entre os municípios mais afetados está Pinhalzinho, em Santa Catarina, onde, na quarta-feira (4), ventos fortes danificaram parte da Cooperativa Regional Itaipu (Cooperitaipu). Estruturas metálicas caíram sobre veículos estacionados, mas felizmente sem vítimas. Os prejuízos financeiros estimados pela cooperativa giram entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões, e o seguro foi ativado.
✨ As chuvas registradas desde o dia 1º de novembro impactaram 122 municípios em Santa Catarina, resultando em 54 situações de emergência declaradas.
O meteorologista Marcelo Martins, da Epagri/Ciram, relatou que as precipitações na última semana foram quase o dobro do esperado para novembro. Além disso, as chuvas contínuas estão comprometendo especialmente a soja, afetando a semeadura e a saúde das lavouras, já com registros de danos abrangentes também em outras culturas.
Na região noroeste do Paraná, o produtor Cícero Mizote mencionou prejuízos significativos decorrentes de um tornado que atingiu sua propriedade. O evento, caracterizado como F2, destruiu barracões e provocou danos em máquinas, enquanto a lavoura de soja também foi prejudicada.
Em Pitanga, as chuvas intensas geraram preocupações com a erosão das lavouras e atrasos no plantio. Aproximadamente 60% da área para soja não foi semeada a tempo, provocando impactos na produção.
Além disso, a situação tem chamado a atenção do Sistema Faep, que sugeriu a criação de um fundo estadual de catástrofe para auxiliar o setor agropecuário, dada a magnitude dos danos e perdas já contabilizadas.
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