Condições climáticas prejudiciais agravam perdas na produção

O Rio Grande do Sul está prestes a colher a menor produção de trigo da última década, com expectativa de queda acentuada na safra. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia apontou chuvas intensas na região, com volumes que podem ultrapassar os 150 milímetros em apenas sete dias, afetando diretamente a cultura do trigo.
Com o solo já saturado, a nova rodada de chuvas não apenas manterá alta a umidade do solo, mas também diminuirá a janela disponível para aplicações fitossanitárias. Esse cenário cria um ambiente propício para a proliferação de doenças foliares, potencializando as dificuldades para os agricultores.
✨ A Emater estima que a área plantada com trigo no Rio Grande do Sul reduzirá em 30,18%, totalizando 814,2 mil hectares.
"As lavouras, que já enfrentam perdas, agora devem ver uma produtividade 36,4% menor do que na safra anterior
Além dos desafios climáticos, a decisão dos produtores agrícolas de diminuir a área destinada ao trigo reflete a insegurança causada pelo fenômeno El Niño, que traz invernos e primaveras mais chuvosos, elevando o custo de produção e comprometendo a qualidade do grão.
Esse quadro negativo reforça a previsão de que o Brasil elevará suas importações de trigo em 2026. O país, que historicamente consome 50% do trigo que importa, deverá depender consideravelmente do mercado externo para atender à demanda.
No cenário internacional, o contrato de trigo mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Chicago apresentou alta, refletindo a instabilidade provocada por um ataque ucraniano ao porto de Novorossiysk. Esse incidente levou à suspensão das operações em dois importantes terminais de grãos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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