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Agronegócio
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Roberto Marchi celebra avanços na produção de café sustentável

Produtor de Serra Negra vê resultados positivos em café regenerativo

Acro Rodrigues10 de junho de 2026 às 13:55
Roberto Marchi celebra avanços na produção de café sustentável

O produtor de café Roberto Marchi, estabelecido em Serra Negra (SP), comemora novas conquistas e a obtenção da Indicação Geográfica na região. Essa certificação valoriza a produção de café da Serra da Mantiqueira e, em seu sítio São Geraldo, Marchi alcançou resultados excepcionais após implementar técnicas sustentáveis.

Resultados do Projeto Café Sustentável

Participando do projeto Café Sustentável, promovido pela Syngenta e JDE Peet's, Marchi não apenas aumentou a produção em sua propriedade, mas também obteve grãos de qualidade superior. O agrônomo Fernando Sarreta, que fornece consultoria técnica, destaca que práticas como a adoção de plantas de cobertura e o uso de bioestimulantes foram cruciais para alcançar um aumento de 46% na produtividade.

A média de pontos dos cafés especiais em sua propriedade atingiu 89, um valor considerado elevado no mercado.

Saúde do Solo e Desenvolvimento Vegetal

Durante a visita da equipe da Globo Rural ao sítio, destacou-se a grande melhoria no sistema radicular das plantas na área sob manejo regenerativo, que apresentou uma densidade de raízes muito maior em comparação com o cultivo convencional. Isso indica um aumento na saúde das plantas, refletindo em folhas mais vigorosas e uniformidade no crescimento.

Enfrentando Desafios Fitossanitários

O controle de nematoides, uma das principais pragas da cafeicultura brasileira, também teve avanços significativos. No sítio São Geraldo, houve uma redução impressionante de 96% na presença de ovos de nematoides, utilizando tecnologias biológicas que aumentam a resistência das plantas.

Qualidade e Lucratividade no Cultivo

Os ganhos com a saúde do solo não se restringiram apenas à produtividade; a qualidade dos grãos melhorou consideravelmente. O manejo aprimorado se traduziu em quantidades superiores de grãos com pontuações acima de 90 pontos em algumas amostras.

Marchi registrou uma lucratividade estimada em R$ 25 mil por hectare, após dois anos de implementação do projeto.

Marchi expressou que a experiência mostra que investir na saúde do solo e em práticas regenerativas é mais eficaz do que simplesmente ampliar áreas de cultivo, especialmente em regiões montanhosas com espaço limitado. O projeto Café Sustentável será concluído em 2026, quando os resultados finais serão divulgados.

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