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Agronegócio
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Safra 2026/2027 no Brasil enfrenta desafios climáticos extremos

Produtores devem adaptar-se às variações do El Niño na próxima colheita

Carlos Silva02 de junho de 2026 às 09:15
Safra 2026/2027 no Brasil enfrenta desafios climáticos extremos

A safra agrícola brasileira de 2026/2027 será desafiada por condições climáticas extremas, exigindo adaptações significativas por parte dos produtores. Igor Madruga, engenheiro agrônomo, ressalta a forte influência do fenômeno El Niño durante a primavera e o verão como um fator decisivo para a colheita.

As repercussões das mudanças climáticas não serão uniformes em todo o Brasil. Algumas regiões enfrentarão excesso de chuvas e a necessidade de maior controle do manejo, enquanto outras poderão sofrer com o atraso na regularização das precipitações, temperaturas elevadas e risco de estresse hídrico.

Decisões críticas em áreas como janela de plantio, manejo do solo e gestão financeira se tornam ainda mais importantes neste cenário.

Desafios nas principais regiões produtoras

No Sul do país, historicamente favorecido pelo El Niño com chuvas acima da média, há o risco de que o excesso de umidade traga desafios significativos. Na primavera, o produtor deverá estar atento ao tempo de plantio, logística das operações e monitoramento fitossanitário devido ao aumento das doenças fúngicas.

No Centro-Oeste, crucial para a produção de soja e milho, o cenário aponta para temperaturas elevadas e chuvas irregulares no início da estação. A escolha do momento certo para plantar e a implementação de práticas de resiliência do solo, como o plantio direto e uso de biológicos, serão fundamentais para manter a produtividade.

O Sudeste, por sua vez, apresenta um panorama de transição, onde as áreas ao sul devem receber umidade adequada, mas o norte poderá enfrentar períodos de seca e calor intenso, especialmente nas culturas perenes como café e cana-de-açúcar.

No Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, as condições são de maior pressão. O El Niño frequentemente atrasa a chegada das chuvas e diminui os volumes de água no Norte e Nordeste, exigindo estratégias rigorosas de mitigação de riscos e controle financeiro.

Diante da instabilidade climática, a adoção de tecnologias, seguros agrícolas, práticas de agricultura de precisão e a saúde do solo se tornam não apenas diferenciais, mas requisitos obrigatórios para o sucesso da próxima safra.

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