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Agronegócio
2 min de leitura

Santorini: Turismo e Vinhos em Ascensão

A ilha grega atrai milhões com sua natureza e vinificação de alto padrão

Acro Rodrigues25 de março de 2026 às 15:06
Santorini: Turismo e Vinhos em Ascensão

A última atividade vulcânica de Santorini remonta ao início da década de 1950, e o local se tornou um verdadeiro ícone turístico, atraindo anualmente mais de três milhões de visitantes. Esses turistas têm a oportunidade de visualizar o vulcão e relaxar nas fontes termais que o cercam.

Vinhos Únicos e História Antiga

Além das belezas naturais, Santorini abriga mais de 20 vinícolas, que são famosas pela produção de vinhos brancos, com a Assyrtiko como destaque. Especialistas frequentemente fazem comparações entre os rótulos dessa uva e os prestigiados vinhos de Chablis. Um renomado produtor na área, Gaía, que também é comercializado no Brasil pela Mistral, cultiva variedades pouco conhecidas, incluindo uma receita especial com a Moschofilero, proveniente de vinhedos em altitudes elevadas no Peloponeso.

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As guerras que marcaram a Antiguidade entre Esparta e Atenas moldaram a história que agora nos conecta também ao sabor dos vinhos.

Os preços das vinhas em Santorini superam 500 mil euros por hectare, refletindo a crescente valorização do mercado.

Curiosidades Históricas

No passado, a região foi palco de conflitos entre cidades-estado gregas, incluindo a significativa vitória espartana que culminou em mudanças no cenário político da Grécia.

Mudando de cenário, na Itália, especificamente na região do Piemonte, a casta Timorasso revive após décadas de esquecimento. Uma uva exigente, com baixa produção, que recentemente ganhou protagonismo graças ao trabalho de produtores dedicados, como Ferdinando Principiano, que tem resgatado a qualidade desta variedade, agora disponível em mais de 60 vinícolas.

Distingue-se por sua rica textura, acidez equilibrada e aromas marcantes de maçã e ervas. Outra casta italiana, a Aligoté, também está passando por um renascimento, impulsionado por produtores que valorizam suas características originais, como Sylvain Pataille.

Indo para a região de Bierzo na Espanha, a uva Mencía está sendo reavaliada, produzindo tintos elegantes com notas minerais. Raúl Pérez surge como um dos produtores mais proeminentes, elevando a percepção sobre a qualidade do vinho local.

Por último, em Portugal, o projeto de António Maçanita em Porto Santo visa ressuscitar variedades quase esquecidas, como a Listrão e a Tinta Negra, provando que mesmo as uvas menos conhecidas podem ter um futuro promissor.

A diversidade de uvas e a qualidade dos vinhos revelam que a tradição vitivinícola é multifacetada e resiliente, superando modismos passageiro.

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Acro Rodrigues

Jornalista especializado em Agronegócio

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