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Cultura
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Alma Negra resgata história da música black no Brasil

Documentário explora o movimento musical negro na ditadura

Camila Souza Ramos30 de maio de 2026 às 06:05
Alma Negra resgata história da música black no Brasil

O documentário "Alma Negra – Do Quilombo ao Baile", dirigido por Flavio Frederico, estreou nas salas de cinema brasileiras, trazendo um importante resgate da história do movimento musical negro que floresceu na década de 1970, durante a ditadura militar no Brasil.

Com duração de 102 minutos, a obra se destaca como uma crítica ao apagamento intencional dos bailes black e da soul music no país, trazendo à tona depoimentos significativos que narram a trajetória da ascensão deste movimento musical ao longo dos últimos 50 anos.

Depoimentos de personalidades como Edneia Gonçalves, Dom Filó e Carlos Alberto Medeiros enriquecem a narrativa.

O filme apresenta a música como elemento central daquele período, destacando artistas icônicos como Tim Maia, Jorge Ben, Hyldon e Tony Tornado, que marcaram a cena musical brasileira.

Aborda também o sutil racismo que operou contra o movimento, discutindo como, mesmo com a relevância cultural, sua história foi silenciada.

Visões da Época

Além disso, é interessante analisar os pontos de vista políticos da época, onde a direita via a ascensão do movimento negro como um perigoso ativismo vinculado a influências externas, enquanto a esquerda considerava um reflexo do imperialismo cultural.

O documentário não apenas esclarece o papel dos quilombos como espaços de resistência, mas também como centros de sociabilidade entre os negros, utilizando imagens históricas para contextualizar o crescimento da black music no Brasil.

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