Analistas alertam sobre impactos das propostas do candidato à presidência no mercado de biocombustíveis.

O setor de biocombustíveis no Brasil enfrenta um cenário de incertezas com a possibilidade de Flávio Bolsonaro ocupar a presidência. Analistas e dirigentes do setor expressaram preocupação sobre o futuro da indústria, especialmente após uma proposta do candidato de revisar o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina, que visa incrementar a política ambiental e reduzir emissões.
A proposta foi mal recebida, levando as principais associações do setor a emitirem uma nota conjunta em crítica à declaração de Bolsonaro. Essa reação é considerada incomum no contexto eleitoral.
✨ O governo Lula já havia implementado a Lei Combustível do Futuro, que propõe a elevação da mistura de etanol, um avanço elogiado por especialistas no contexto das energias renováveis.
Dirigentes do setor observam que a declaração de Bolsonaro pode ter sido influenciada por Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia, que já propôs afrouxamentos na política de biocombustíveis. Com a possibilidade de Sachsida integrar um novo governo, a questão se torna ainda mais crítica.
Enquanto isso, críticos destacam que o subsídio à gasolina prejudica a competitividade do etanol, embora ressaltando que a legislação atual favorece os biocombustíveis em termos tributários. Além disso, a falta de um comprometimento claro do governo em manter a agenda pró-renováveis pode prejudicar o papel do Brasil nos mercados internacionais de biocombustíveis.
A discussão sobre o compromisso “Belém 4x”, que tem o Brasil como protagonista, e as regulamentações ambientais no setor naval são pontos mencionados como oportunidades que podem ser perdidas caso não haja apoio robusto para o setor sob uma nova administração.
Especialistas alertam que a agenda do próximo governo é crucial para a continuidade das conquistas recentes, e um enfoque desinteressado pode comprometer não apenas o mercado de biocombustíveis, mas também o agronegócio como um todo.
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