Reunião entre Mapa e Abra busca expansão de mercados internacionais

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se reuniu em Brasília, no dia 26 de setembro, com representantes da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) para discutir o avanço do setor na exportação de produtos reciclados e a abertura de novos mercados internacionais.
Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de 926,5 mil toneladas resultantes de uma produção que ultrapassa 6,17 milhões de toneladas. A reciclagem animal envolve o tratamento de resíduos de abate e do varejo, que não são destinados ao consumo humano, incluindo ossos, penas, vísceras e gordura.
✨ O setor é responsável por 15% das exportações do segmento e recicla todos os resíduos de abate anualmente.
Esses resíduos são transformados em diversos produtos, como farinha de carne e osso e proteína hidrolisada de frango, que abastecem indústrias de biodiesel, nutrição animal, e fertilizantes, unindo o setor com a pecuária e a agroindústria.
Durante a reunião, a Abra apresentou suas demandas regulatórias e destacou o interesse em expandir para mercados na Ásia. O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, ressaltou a importância da habilitação sanitária das empresas para garantir o acesso a compradores internacionais.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, lembrou que o tema está inserido nas negociações externas do Mapa. Com 264 indústrias e 92% das graxarias do país em sua associação, a Abra afirma que o setor gera mais de 57 mil postos de trabalho.
A continuidade de ajustes regulatórios e o aumento das habilitações sanitárias para exportação são fundamentais para o crescimento do setor, embora não tenham sido definidos prazos para novas medidas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Medidas restritivas resultam em perdas significativas no comércio

Indústria precisa se adaptar a novas regulamentações e desafios financeiros

Entidades do agronegócio criticam decisão e pedem resposta do governo

Machadinho abre oficialmente a safra com foco em novos mercados.