Resultados laboratoriais aprovados permitem avanço no processo de embarque.

O setor brasileiro de tabaco concluiu nesta quinta-feira, em Santa Cruz do Sul (RS), a pré-inspeção da safra 2025/26 necessária para a exportação do produto à China. De acordo com o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), os testes laboratoriais realizados não identificaram pragas quarentenárias nas amostras, atendendo assim ao protocolo bilateral que permite o avanço do processo de embarque.
A reunião para encerrar esta fase de pré-inspeção foi promovida pelo SindiTabaco. Em 2025, a China se destacou como o segundo maior destino do tabaco brasileiro, com importações totalizando US$ 577 milhões. O acordo firmado com a Administração Geral das Alfândegas da República Popular da China (GACC) designou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a tarefa de coletar amostras do tabaco processado e enviá-las à Central Analítica da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).
✨ Os testes laboratoriais buscaram a presença de nove pragas quarentenárias, com 52 lotes de sete empresas sendo avaliados a partir de análises de insetos, plantas daninhas e do fungo mofo azul.
De acordo com o SindiTabaco, os resultados obtidos atenderam aos critérios estabelecidos entre Brasil e China. Durante a reunião, o representante da GACC, Fayu Huang, elogiou a eficácia da inspeção e a melhoria na qualidade do tabaco brasileiro, especialmente em relação ao NTRM (Non-Tobacco Related Material). Ele enfatizou a necessidade de aumentar a conscientização para diminuir a presença desses materiais. O presidente da China Tabaco Internacional do Brasil (CTIB), Jin Quiang, disse que a continuidade das exportações depende da emissão do certificado pela GACC, ressaltando que as empresas devem assegurar a segurança do produto na fase final de armazenamento. O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, reafirmou que a eliminação de NTRM permanece como prioridade e uma nova campanha de conscientização foi iniciada para reduzir a contaminação do tabaco com materiais indesejados e reforçar o monitoramento e a rastreabilidade do produto em conformidade com o acordo comercial.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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