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Agronegócio
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Setor de tabaco se adapta à Lei Antidesmatamento da UE

Rastreabilidade e conformidade são essenciais para o futuro do mercado

Ricardo Alves02 de julho de 2026 às 17:15
Setor de tabaco se adapta à Lei Antidesmatamento da UE

A recente Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) exige que empresas comprovem que certos produtos não possuem origem em áreas desmatadas após 2020. Embora o tabaco não esteja listado, sua inclusão futura não pode ser descartada.

Atualmente, a regulamentação abrange commodities como carne bovina, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira. Nesse cenário, o setor de tabaco no Brasil já implementou um sistema robusto que assegura a produção sustentável e de alta qualidade.

A rastreabilidade é um componente vital e já é prática consagrada na cadeia produtiva do tabaco.

Por meio do Sistema Integrado, que acompanha a produção desde o cultivo até a venda, a rastreabilidade na agricultura do tabaco não é uma novidade. Muitas empresas já adotam certificações oficiais que garantem a conformidade e a segurança do produto.

Esse sistema proporciona não apenas a segurança dos produtos, mas também fomenta a confiança dos consumidores, permitindo monitorar toda a cadeia produtiva para reduzir riscos e aumentar a transparência.

Compromisso com a Sustentabilidade

O compromisso com práticas sustentáveis é respaldado por um trabalho extenso de orientação e capacitação para os produtores, com critérios que garantem a preservação da identidade do produto e o rastreamento de cada lote.

Com a entrada em vigor do Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia, a conformidade socioambiental se torna ainda mais crucial, exigindo que o setor de tabaco esteja preparado para atender à alta rigorosidade de um dos mercados mais exigentes do mundo.

As ações do setor incluem assistência técnica contínua, promoção de boas práticas agrícolas, conscientização sobre questões sociais e ambientais, além de treinamentos conforme a Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31).

Adicionalmente, o setor monitora as propriedades para prevenir trabalho infantil, incentiva o uso de lenha legal na cura do tabaco, fornece Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e realiza logística reversa das embalagens de defensivos agrícolas.

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