Setor de tabaco se adapta à Lei Antidesmatamento da UE
Rastreabilidade e conformidade são essenciais para o futuro do mercado

A recente Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) exige que empresas comprovem que certos produtos não possuem origem em áreas desmatadas após 2020. Embora o tabaco não esteja listado, sua inclusão futura não pode ser descartada.
Atualmente, a regulamentação abrange commodities como carne bovina, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira. Nesse cenário, o setor de tabaco no Brasil já implementou um sistema robusto que assegura a produção sustentável e de alta qualidade.
✨ A rastreabilidade é um componente vital e já é prática consagrada na cadeia produtiva do tabaco.
Por meio do Sistema Integrado, que acompanha a produção desde o cultivo até a venda, a rastreabilidade na agricultura do tabaco não é uma novidade. Muitas empresas já adotam certificações oficiais que garantem a conformidade e a segurança do produto.
Esse sistema proporciona não apenas a segurança dos produtos, mas também fomenta a confiança dos consumidores, permitindo monitorar toda a cadeia produtiva para reduzir riscos e aumentar a transparência.
Compromisso com a Sustentabilidade
O compromisso com práticas sustentáveis é respaldado por um trabalho extenso de orientação e capacitação para os produtores, com critérios que garantem a preservação da identidade do produto e o rastreamento de cada lote.
Com a entrada em vigor do Acordo de Comércio entre Mercosul e União Europeia, a conformidade socioambiental se torna ainda mais crucial, exigindo que o setor de tabaco esteja preparado para atender à alta rigorosidade de um dos mercados mais exigentes do mundo.
As ações do setor incluem assistência técnica contínua, promoção de boas práticas agrícolas, conscientização sobre questões sociais e ambientais, além de treinamentos conforme a Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31).
Adicionalmente, o setor monitora as propriedades para prevenir trabalho infantil, incentiva o uso de lenha legal na cura do tabaco, fornece Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e realiza logística reversa das embalagens de defensivos agrícolas.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Agronegócio

Crescimento do mercado de frutas tropicais no Sul da Itália
Manga e abacate se destacam na Macfrut 2026 em Rimini

Queijo colonial da Serra Gaúcha: nova fase com produção de leite cru
Projeto de Indicação Geográfica avança com análises detalhadas.

Governo oferece desconto em juros para produtores sustentáveis
Incentivo pode chegar a 1 ponto percentual para quem adota práticas sustentáveis

Mercado de milho apresenta desempenho misto com baixa liquidez
Cotações flutuam em meio a jogo da Copa do Mundo





