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Agronegócio
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Soja apresenta ajustes limitados em meio a desafios logísticos no Brasil

Mercado físico enfrenta gargalos e custos elevados durante a colheita

Camila Souza Ramos28 de maio de 2026 às 07:10
Soja apresenta ajustes limitados em meio a desafios logísticos no Brasil

Os preços da soja experimentaram ajustes modestos nesta quarta-feira, refletindo uma variação mista nos mercados de Chicago e uma situação segmentada no mercado físico brasileiro. As condições atuais estão sendo moldadas pelo avanço da safra, custos logísticos elevados e problemas de armazenamento.

Na Bolsa de Chicago, os preços dos contratos de soja mostraram resultados variados: o vencimento para julho caiu 0,06%, fixando-se a US$ 11,8525 por bushel, enquanto o contrato de agosto teve uma leve queda de 0,02%, a US$ 11,8475 por bushel. Contudo, houve uma alta nos subprodutos, com o farelo apresentando um aumento de 0,61% e o óleo de soja subindo em 1,21%.

O clima seco no Meio-Oeste dos EUA favorece a colheita, mas traz preocupações com a possível estiagem futura.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que o plantio chegou a 79% da área projetada, resultado que, embora abaixo das expectativas dos analistas, supera a média histórica. No Brasil, o estado do Rio Grande do Sul manteve a estabilidade dos preços na maioria das localidades, com a colheita praticamente concluída e cerca de 98% da área semeada já colhida.

No Porto de Rio Grande, a soja se manteve em R$ 130,00 por saca, mas as vendas seguem lentas devido a uma paridade de exportação menos interessante e custos de frete elevados. Em Santa Catarina, a negociação foi modesta, com alguns produtores segurando seus estoques por conta da volatilidade nos mercados externos.

No Paraná, a colheita atingiu 21,7 milhões de toneladas, com grãos de boa qualidade. Apesar disso, o indicador no Porto de Paranaguá apresentou uma leve alta, enquanto algumas localidades do interior registraram quedas pontuais. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul comemorou uma safra recorde de 16,744 milhões de toneladas, mas enfrenta um grave déficit de armazenamento, o que coloca pressão adicional sobre a necessidade de escoamento, especialmente em um cenário de preços instáveis.

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