Mercado observa leve alta no dólar e baixa nas cotações futuras na CBOT

O mercado de soja no Brasil finalizou a semana com pouca movimentação e preços estáveis na maioria das regiões produtoras e portos, em um cenário que refletiu a falta de grandes negócios. O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, comentou que surgiram algumas oportunidades ao longo do dia, mas sem grandes volumes.
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago apresentaram uma queda, enquanto o dólar teve uma ligeira valorização em relação ao real. Contudo, essas flutuações não foram capazes de impactar significativamente os preços do mercado físico brasileiro.
✨ Os preços da soja permanecem inalterados nas principais regiões produtoras.
Silveira também destacou a inatividade da última sexta-feira, mas enfatizou que, ao longo da semana, os produtores realizaram vendas com volumes consideráveis.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros de soja terminaram a semana em baixa, aumentando as perdas acumuladas em maio. Esse movimento foi impulsionado principalmente por investidores que buscaram realizar lucros e reequilibrar suas carteiras.
Em maio, a soja sofreu uma queda de 0,73%, enquanto na última semana a retração foi de 0,77%. A desvalorização do petróleo, com perspectivas de um acordo entre Irã e Estados Unidos, e boas condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras nos EUA, influenciaram essa correção nos preços.
O mercado continua atento à demanda da China, com expectativas de retomada de compras que podem ser impulsionadas pelos entendimentos entre Washington e Pequim, durante a recente visita do presidente Donald Trump.
As vendas externas dos EUA também foram monitoradas, com exportadores reportando a comercialização de 192 mil toneladas de soja a destinos não especificados. Um total de 60 mil toneladas será entregue na safra 2025/26, e 132 mil na safra 2026/27.
As exportações líquidas de soja dos EUA para a safra 2025/26 totalizaram 299,9 mil toneladas na semana encerrada em 21 de maio, e 137,7 mil toneladas para a safra 2026/27, em linha com as expectativas do mercado que projetava embarques entre 150 mil e 400 mil toneladas.
Na CBOT, o contrato futuro de julho fechou a US$ 11,86 3/4 por bushel, com uma diminuição de 7,75 centavos de dólar, enquanto agosto encerrou a US$ 11,90 1/4, recuando 5,75 centavos.
✨ O farelo de soja para julho recuou para US$ 329,80, enquanto o óleo de soja avançou para 77,72 centavos por libra-peso.
No mercado cambial, o dólar comercial valorizou-se em 0,26%, fechando a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante a sessão, a moeda variou entre R$ 5,0351 e R$ 5,0711, acumulando alta de 0,33% na semana e 1,87% no mês de maio.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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