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Agronegócio
3 min de leitura

Soja mantém preços estáveis no Brasil apesar de oscilações em Chicago

Mercado observa leve alta no dólar e baixa nas cotações futuras na CBOT

Fernanda Lima29 de maio de 2026 às 17:55
Soja mantém preços estáveis no Brasil apesar de oscilações em Chicago

O mercado de soja no Brasil finalizou a semana com pouca movimentação e preços estáveis na maioria das regiões produtoras e portos, em um cenário que refletiu a falta de grandes negócios. O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, comentou que surgiram algumas oportunidades ao longo do dia, mas sem grandes volumes.

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago apresentaram uma queda, enquanto o dólar teve uma ligeira valorização em relação ao real. Contudo, essas flutuações não foram capazes de impactar significativamente os preços do mercado físico brasileiro.

Os preços da soja permanecem inalterados nas principais regiões produtoras.

Silveira também destacou a inatividade da última sexta-feira, mas enfatizou que, ao longo da semana, os produtores realizaram vendas com volumes consideráveis.

Preços em Destaque

  • 1Passo Fundo (RS): R$ 126,00
  • 2Santa Rosa (RS): R$ 127,00
  • 3Cascavel (PR): R$ 121,00
  • 4Rondonópolis (MT): R$ 110,00
  • 5Dourados (MS): R$ 115,00
  • 6Rio Verde (GO): R$ 113,00
  • 7Paranaguá (PR): R$ 132,00
  • 8Rio Grande (RS): R$ 132,00

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros de soja terminaram a semana em baixa, aumentando as perdas acumuladas em maio. Esse movimento foi impulsionado principalmente por investidores que buscaram realizar lucros e reequilibrar suas carteiras.

Em maio, a soja sofreu uma queda de 0,73%, enquanto na última semana a retração foi de 0,77%. A desvalorização do petróleo, com perspectivas de um acordo entre Irã e Estados Unidos, e boas condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras nos EUA, influenciaram essa correção nos preços.

Demanda Chinesa

O mercado continua atento à demanda da China, com expectativas de retomada de compras que podem ser impulsionadas pelos entendimentos entre Washington e Pequim, durante a recente visita do presidente Donald Trump.

Expectativas do USDA

As vendas externas dos EUA também foram monitoradas, com exportadores reportando a comercialização de 192 mil toneladas de soja a destinos não especificados. Um total de 60 mil toneladas será entregue na safra 2025/26, e 132 mil na safra 2026/27.

As exportações líquidas de soja dos EUA para a safra 2025/26 totalizaram 299,9 mil toneladas na semana encerrada em 21 de maio, e 137,7 mil toneladas para a safra 2026/27, em linha com as expectativas do mercado que projetava embarques entre 150 mil e 400 mil toneladas.

Na CBOT, o contrato futuro de julho fechou a US$ 11,86 3/4 por bushel, com uma diminuição de 7,75 centavos de dólar, enquanto agosto encerrou a US$ 11,90 1/4, recuando 5,75 centavos.

O farelo de soja para julho recuou para US$ 329,80, enquanto o óleo de soja avançou para 77,72 centavos por libra-peso.

Cotação do Dólar

No mercado cambial, o dólar comercial valorizou-se em 0,26%, fechando a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante a sessão, a moeda variou entre R$ 5,0351 e R$ 5,0711, acumulando alta de 0,33% na semana e 1,87% no mês de maio.

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