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Agronegócio
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Rastreabilidade assegura origem e sustentabilidade no setor cafeeiro

Nova abordagem garante transparência e padrões ambientais e sociais

Fernanda Lima09 de abril de 2026 às 04:50
Rastreabilidade assegura origem e sustentabilidade no setor cafeeiro

O sistema de rastreabilidade no setor cafeeiro brasileiro surge como uma solução vital para garantir a origem dos produtos e atender a critérios de sustentabilidade, refletindo uma crescente demanda por transparência no mercado.

A importância da rastreabilidade

Atualmente, a rastreabilidade é essencial e envolve o monitoramento detalhado desde a origem da matéria-prima até o consumidor final. Informações como localização das propriedades, práticas agrícolas, uso de insumos e cadeia logística são constantemente registradas.

A rastreabilidade confere aos produtos certificações socioambientais, especialmente em mercados exigentes como o europeu.

Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, enfatiza que essa organização de dados não só assegura a qualidade, mas também a procedência do produto, facilitando o cumprimento de regulamentações sanitárias e comerciais.

Como funciona o processo

O processo de rastreabilidade abrange todos os elos da cadeia produtiva, até a obtenção de selos de certificação. Esses selos atuam como garantias de que o produto satisfaz critérios ambientais, sociais e de governança, auditados por órgãos independentes.

Além disso, a Indicação Geográfica (IG) é um elemento importante, atrelando produtos às suas regiões de origem e às particularidades do clima, solo e tradições locais. No Brasil, o café conta com mais de 20 IGs, fortalecendo a indústria e agregando valor ao produto.

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O selo traduz essa informação para o consumidor de forma simples, garantindo que há um sistema por trás que comprova a origem e o modo de produção

Juliano Tarabal.

Contexto da demanda crescente

A urgência em adotar práticas sustentáveis e a rastreabilidade é impulsionada principalmente pela pressão do mercado global. Feres, diretor regional da Rainforest Alliance, observa que as exigências mudaram: é fundamental saber não só o país de origem, mas a propriedade específica onde o café foi cultivado.

A região do Cerrado Mineiro, por exemplo, já implementa há cerca de duas décadas práticas focadas na sustentabilidade e rastreamento da produção, cobrindo atualmente cerca de 120 mil hectares.

A expectativa é de que a rastreabilidade ganhe ainda mais importância em resposta a regulamentações internacionais e demandas de mercado cada vez mais rigorosas.

Feres conclui que tanto o mercado consumidor quanto os próprios produtores estão impulsionando essa demanda por rastreabilidade e práticas produtivas mais responsáveis.

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