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Agronegócio
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Soja registra alta em Chicago impulsionada por óleo vegetal

Valorização se destaca apesar da queda no farelo e desafios climáticos

Carlos Silva30 de abril de 2026 às 07:15
Soja registra alta em Chicago impulsionada por óleo vegetal

Os preços da soja em Chicago registraram uma nova alta, motivada principalmente pelo aumento do óleo vegetal e pela valorização do petróleo. O contrato de maio fechou a US$ 11,8225 por bushel, marcando um acréscimo de 0,79%, enquanto a cotação de julho subiu 0,65%, para US$ 11,9700 por bushel.

Essa valorização é impulsionada pelo óleo de soja, que teve um aumento de 2,63%, sendo cotado a US$ 1.634,03 por tonelada. Contudo, o farelo apresentou queda de 1,62%, resultado das realizações de lucros e da busca do mercado por mitigar os efeitos do imbróglio referente ao caso HB4 que afeta o farelo argentino.

Cenário Climático e Exportações

Nos Estados Unidos, a situação climática é uma preocupação relevante, com 30% da região do Meio-Oeste enfrentando condições de seca, o que pode impactar o desenvolvimento da safra. No Brasil, a ANEC revisou as expectativas de exportação para abril, aumentando a projeção para 15,87 milhões de toneladas, embora o volume ainda supere os números de 2025 devido a questões logísticas.

Na colheita, o Rio Grande do Sul já alcançou 50% da área cultivada, enfrentando desafios com chuvas irregulares.

Em Passo Fundo, a colheita já atinge 95% com produtividade de 55 sacas por hectare, enquanto Soledade enfrenta dificuldades devido ao excesso de umidade. Em Santa Catarina, a produção é estimada em 3,1 milhões de toneladas, com um crescimento de 21,4% na área destinada à segunda safra. No Paraná, 99% da área já foi colhida, totalizando 25,9 milhões de toneladas.

Desafios no Armazenamento

Mato Grosso do Sul reporta 97,1% da colheita finalizada, mas enfrenta um déficit de armazenagem de 15,2 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso alcança 96,42% de colheita com uma produtividade recorde de 66,03 sacas por hectare.

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