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Agronegócio
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Soja valoriza em Chicago e preocupa produtores brasileiros com estoques

Mercado enfrenta desafios de armazenagem com avanço das safras

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 07:10
Soja valoriza em Chicago e preocupa produtores brasileiros com estoques

O mercado da soja começou a semana em alta nos mercados de Chicago, refletindo uma tendência positiva também em regiões-chave do Brasil, enquanto a questão do espaço de armazenamento se torna cada vez mais crítica.

De acordo com a TF Agroeconômica, essa valorização é sustentada por uma combinação de fatores climáticos, aumento da demanda internacional, preços do petróleo em alta e flutuações cambiais. Além disso, a colheita recorde de milho está pressionando a capacidade de armazenamento disponível.

No mercado de Chicago, o contrato de soja para julho avançou 0,46%, atingindo US$ 12,02 por bushel, e para agosto, a alta foi de 0,42%, alcançando US$ 11,9675.

Além disso, o óleo de soja apresentou um aumento notável de 3,35% devido à alta dos preços do petróleo, que se encontra próximo a US$ 83 por barril. A previsão de seca persistente no Meio-Oeste americano também apoiou essas cotações.

Por outro lado, uma venda recente de 136 mil toneladas de soja da safra 2026/27 para a China indica uma demanda sólida, refletindo-se nos preços no Brasil.

Situação do Armazenamento no Brasil

No Brasil, o estado do Rio Grande do Sul tem registrado preços firmes, com produtores aproveitando a potencial valorização do câmbio para concretizar novos negócios. Contudo, a capacidade de armazenamento é uma fonte de preocupação, especialmente com a proximidade das safras de inverno e milho safrinha.

Em Santa Catarina, as cotações também aumentaram nas cooperativas, mas a limitação de espaço disponível exige atenção permanente. No Paraná, os preços se elevaram, entretanto, a chegada do milho safrinha tende a criar mais pressão sobre os armazéns.

Em Mato Grosso do Sul, a situação é desafiadora, com um déficit de armazenamento superior a 12,4 milhões de toneladas, o que compromete a retenção dos produtores. Mato Grosso, por sua vez, se prepara para uma safrinha recorde estimada em 57,06 milhões de toneladas, o que aumenta a competição por espaço nos silos.

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