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Agronegócio
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Tarifa de açúcar dos EUA impacta fortemente produtores brasileiros

Nova sobretaxa de 25% pode reduzir competitividade do açúcar brasileiro

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 11:05
Tarifa de açúcar dos EUA impacta fortemente produtores brasileiros

A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos ao açúcar brasileiro está criando um clima de incerteza no setor sucroenergético. Embora o mercado americano represente apenas uma parte das exportações brasileiras, especialistas alertam que essa medida pode desestabilizar o comércio global, afetando diretamente as cotações internacionais a curto prazo.

Com a aplicação dessa nova taxa, o Brasil se posiciona como a segunda economia mais tarifada pelos Estados Unidos, logo atrás da China. A mesma se junta ao sistema de cotas tarifárias de importação já existente, que restringe o volume de açúcar que o país pode importar com preços reduzidos.

A tarifa pode forçar usinas nordestinas a procurar novos mercados, aumentando a pressão no mercado internacional.

A consultoria StoneX destaca que o Brasil possui uma cota de aproximadamente 156 mil toneladas de açúcar bruto destinada aos EUA para o ano de 2026. No entanto, a nova sobretaxa pode diminuir as exportações brasileiras e, consequentemente, exigir um redirecionamento para outros mercados, o que pode saturar o mercado internacional e pressionar os preços para baixo.

Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco, criticou a decisão americana, afirmando que ela amplia a proteção existente para o açúcar enquanto os Estados Unidos exigem maior abertura do Brasil para o etanol americano. Cunha expressou a esperança de que os dois países possam encontrar um meio termo.

Impacto no Mercado Mexicano

Enquanto o Brasil enfrenta dificuldades, o México deve expandir sua participação, importando até 1,15 milhão de toneladas de açúcar para os EUA na safra 2026/27. Esse aumento é fruto de um novo acordo que beneficia os produtores mexicanos.

As expectativas de mercado indicam que, apesar da pressão sobre os preços devido à nova tarifa, os efeitos podem ser limitados a médio prazo, especialmente se os Estados Unidos enfrentarem dificuldades na produção interna de açúcar.

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