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Agronegócio
3 min de leitura

Tornado causa devastação em propriedades rurais no Rio Grande do Sul

Produtores enfrentam perdas significativas após o fenômeno

Gabriel Rodrigues31 de julho de 2026 às 06:10
Tornado causa devastação em propriedades rurais no Rio Grande do Sul

Na tarde da última terça-feira, Jair Wolf, um agricultor de 52 anos, estava ajudando seu filho de 21 na limpeza de uma pocilga na propriedade de 10 hectares que possuem em Senador Salgado Filho, no noroeste do Rio Grande do Sul. Por volta das 18h30, um temporal transformou-se em um tornado, causando uma das experiências mais aterrorizantes de suas vidas.

"Começou a cair granizo e, em poucos minutos, o vento começou a empurrar as paredes do chiqueiro. Foi aterrorizante", conta Wolf. Cerca de 15 segundos depois que seu filho se abrigou no escritório, a estrutura desabou com a força do vento.

A pocilga desmoronou com cerca de 500 suínos, resultando na morte de até 25 deles.

A propriedade dos Wolf foi uma das severamente impactadas pelo tornado que devastou as áreas rurais de Giruá, Senador Salgado Filho e Sete de Setembro. Este fenômeno foi causado por uma supercélula que, segundo a Defesa Civil, é um tipo de tempestade com características mais intensas, como granizo grande e rajadas de vento.

A destruição não se limitou apenas à pocilga; também houve danos na atividade leiteira da propriedade. O telhado da sala de ordenha foi arrancado e um novo galpão metálico sofreu danos irreparáveis. A perda estimada ficou entre R$ 1 milhão e R$ 1,25 milhão, um tamanho de destroços que representa anos de trabalho e dedicação.

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"Perdi cerca de 50% do meu capital. Não é fácil para quem tem apenas 10 hectares e 52 anos de idade", desabafa Wolf.

Apesar da destruição, a sala de ordenha e os equipamentos de refrigeração de leite não foram danificados. Com o auxílio de um gerador, a produção foi mantida, e vizinhos rapidamente se organizaram para ajudar.

Wolf também enfatizou a importância de se ter uma postura mais preventiva diante das mudanças climáticas. "Os temporais sempre existiram, mas estão começando a ocorrer em meses diferentes, como julho. É preciso se preparar melhor e alertar as autoridades para que possam oferecer apoio", completou.

Danos adicionais e impactos sobre a agricultura

Informações preliminares da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado indicam que a rede elétrica também foi severamente afetada, resultando em falta de água e perda de produtos armazenados, além de hortas e pomares danificados.

As autoridades locais estão levantando os danos nas propriedades rurais, uma vez que mais produtores estão se apresentando à prefeitura para receber suporte com lonas e telhas. Os danos em galpões, estruturas de ordenha e lavouras foram significativos, especialmente para a cultura da canola, que se destaca como uma das mais prejudicadas.

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