Ulrich Köpke: Brasil está na liderança da pesquisa em agricultura orgânica
O renomado pesquisador destaca a qualidade científica do Brasil e o potencial do país no mercado global de orgânicos.

A excelência da ciência brasileira é um dos principais ativos que o país possui para se destacar como líder mundial em agricultura orgânica. Essa afirmação vem de Ulrich Köpke, uma referência em estudos sobre o tema e professor na Universidade de Bonn, na Alemanha.
Um olhar sobre a evolução da agricultura orgânica
Köpke, que ajudou a estabelecer a fazenda experimental Wiesengut, destacou que o Brasil é subestimado em sua capacidade científica, mas isso não deve interromper o avanço do segmento, que movimentou impressionantes 145 bilhões de euros em 2024.
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Visão global sobre a agricultura orgânica
A agricultura orgânica certificada já abrange aproximadamente 100 milhões de hectares e conta com 4,5 milhões de produtores ao redor do mundo.
Köpke argumenta que, apesar do desenvolvimento mais lento no Brasil, a estrutura científica e a assistência da Embrapa oferecem ótimas condições para o avanço da produção orgânica. A desigualdade de renda entre os consumidores e o alto custo de certificação ainda são desafios para a competitividade do setor.
Quando questionado sobre a possibilidade de a agricultura orgânica atingir escalas semelhantes à agricultura convencional, Köpke sugere que é viável, mas deve ser analisado individualmente em cada propriedade devido à diversidade nas condições.
- 1Crescimento da produção orgânica é impulsionado pela demanda.
- 2Brasil tem potencial para expandir a produção orgânica.
- 3Educação e renda dos consumidores afetam o consumo de orgânicos.
Köpke observou que a interação entre pesquisa e prática é vital para os produtores, que devem buscar conhecimento e experiências com aqueles que já trabalham com a agricultura orgânica.
✨ Papel do Brasil no mercado global: uma força emergente
Com um mercado dinâmico e crescente, o Brasil deve se posicionar como um fornecedor de produtos de alta qualidade, sustentáveis e que preservem a identidade cultural, como o pão de queijo e o churrasco orgânico.
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Ricardo Alves
Jornalista especializado em Agronegócio
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