Associação lança campanha de conscientização sobre os prejuízos causados por sementes ilegais.

O uso de sementes produzidas fora do sistema oficial, popularmente conhecidas como sementes 'piratas' ou tiradas (F2), representa um risco sério para a agricultura brasileira devido à sua capacidade de transmitir patógenos, como a bactéria Acidovorax citrulli, causadora da doença conhecida como mancha bacteriana do fruto (BFB).
Esta bactéria, ao ser disseminada por sementes, se torna um dos principais agentes da devastação nas lavouras de cucurbitáceas, levando a enormes prejuízos e inviabilizando áreas de cultivo. As empresas legalizadas investem em processos rigorosos de qualidade para garantir que suas sementes estejam livres de BFB.
✨ De acordo com Ayrton Tullio, diretor setorial de mudas da ABCSEM, a bactéria é frequentemente disseminada pelo uso de sementes piratas, especialmente em regiões de produção de melão e melancia.
Tullio alertou que a BFB é extremamente agressiva e, na ausência de tratamento químico eficiente, pode se manter viva em outras culturas hospedeiras, dificultando sua erradicação. A compra de sementes não regulamentadas, muitas vezes em embalagens falsificadas ou inadequadas, resulta em prejuízos reais para os produtores, que tentam economizar.
Neste cenário, a ABCSEM lançou, em 2025, uma campanha de conscientização contra a utilização de sementes e mudas piratas, com o lema 'Sementes e mudas piratas, quem perde é o produtor', ressaltando a importância do uso de insumos legais e de qualidade.
A iniciativa busca reconhecer as empresas comprometidas com práticas éticas e está promovendo um selo oficial de combate à pirataria, incentivando a formalidade no setor.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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