Mercado catarinense reage positivamente após anos de queda

O mercado de terneiros em Santa Catarina experimentou um crescimento marcante no primeiro semestre de 2026, com os preços dos animais de desmama registrando um aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2025.
De acordo com um estudo do Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), este é o segundo ano consecutivo de alta após três anos de retração. Os leilões, que são acompanhados pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), mostraram uma dinâmica ativa, contabilizando 85 eventos no semestre.
O número de leilões no primeiro semestre apresentou uma leve alta em comparação com 2025, quando ocorreram 82 eventos. Regiões como o Oeste e o Planalto foram as mais ativas, com 27 leilões cada. O Planalto, em particular, viu um aumento de 18,52% nas atividades de leilão em comparação ao ano anterior.
O professor Diego de Córdova Cucco, do GMG, mencionou que a maior parte das vendas acontece entre março e maio, com abril se consolidando como o mês com maior número de transações.
✨ Os preços médios ao final do semestre foram de R$ 16,01 para machos e R$ 15,47 para fêmeas, com os machos sendo negociados a valores ligeiramente superiores.
Além de variáveis do mercado interno, fenômenos internacionais também afetam o cenário. Conflitos geopolíticos e restrições comerciais têm gerado incertezas que podem impactar o setor. O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, expressou que a valorização atual é um indicador promissor para os pecuaristas após um longo período de dificuldades.
Ele enfatizou a importância de investimentos em genética e gestão para fortalecer a competitividade do setor.
As informações sobre os leilões de reprodutores do segundo semestre serão divulgadas pelo GMG, com acompanhamento disponível nas redes sociais e na rádio.
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