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Agronegócio
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Varejo brasileiro ainda lento na transição para ovos sem gaiolas

Setor enfrenta desafios financeiros e falta de familiaridade do consumidor

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 09:55
Varejo brasileiro ainda lento na transição para ovos sem gaiolas

O avanço da comercialização de ovos oriundos de galinhas criadas livremente no Brasil está longe de ser ideal, com um estudo recente revelando que 64% das empresas entrevistadas não mostrou progresso no último ano. Esse panorama persiste apesar do compromisso do setor em migrar para esse modelo até 2030.

A pesquisa, realizada pela organização Alianima, contou com a participação de nove empresas, das quais oito se comprometeram publicamente a vender apenas ovos livres de gaiolas. O Assaí é a única que não especificou metas claras.

Resultados Mistos entre Grandes Redes

Entre as principais redes de varejo, os resultados são variados. O GPA, por exemplo, diminuiu a porcentagem de ovos livres de gaiolas de 44% para 41%. O Carrefour viu sua participação cair de 21,4% para 20,2%, enquanto a Cencosud também registrou uma leve queda, indo de 14,4% para 14,2%.

Em contraste, o Assaí aumentou sua participação de 7% para 8%. Algumas redes, como Casa Santa Luzia e St. Marche, já completaram a transição, integrando a categoria premium do levantamento.

O Oba Hortifruti lidera a transição com 85% de participação, seguido pelo Hippo com 78%.

O estudo aponta que o maior desafio para a transição é o custo elevado dos ovos livres de gaiolas, com 67% das redes citando isso como um obstáculo. Outras dificuldades incluem a falta de familiaridade do consumidor com o tema e problemas de abastecimento, mencionadas por 44% das empresas envolvidas.

Contexto

A transição para ovos de galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas visa melhorar as condições de criação e refletir preocupações cada vez maiores com o bem-estar animal.

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