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Agronegócio
2 min de leitura

Zarc do milho é atualizado para melhorar gestão de riscos climáticos

Novas portarias publicadas oferecem classificações detalhadas de solo

Gabriel Rodrigues11 de julho de 2026 às 09:30
Zarc do milho é atualizado para melhorar gestão de riscos climáticos

A atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) referente à cultura do milho grão foi formalizada com a publicação de novas portarias no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10), impactando diretamente a forma como os agricultores planejam suas safras.

Mudanças significativas na classificação de solos

As revisões introduzem uma nova classificação dos solos que agora considera a capacidade de armazenamento de água, além de atualizar as séries históricas que fundamentam o cálculo do risco climático. Antes, a segmentação era feita em três grupos, enquanto agora são adotadas seis classes, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção).

A nova metodologia oferece uma caracterização mais precisa dos ambientes de produção.

Pesquisadores da Embrapa, responsáveis pela revisão do Zarc, explicam que a capacidade de armazenamento de água dos solos é determinada por suas características físicas, não se limitando apenas à textura. Essa abordagem mais abrangente considera também dados de chuva e temperatura coletados por um número maior de estações meteorológicas.

Contexto

As avaliações de risco do Zarc para milho agora baseiam-se em 30 anos de dados meteorológicos, abrangendo variáveis como temperaturas e precipitação, além de fatores que consideram tanto a cultura quanto as características dos solos.

A adaptação do Zarc responde à crescente variabilidade climática e à intensa ocorrência de eventos extremos, como secas prolongadas e chuvas excessivas nos últimos anos. Essas alterações visam melhorar as orientações para o plantio nos períodos de menor risco para os produtores.

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