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Agronegócio
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Agronegócio debate novas fontes para seguro rural e fundo de catástrofe

Setor busca alternativas para financiamento em meio à crise orçamentária

João Pereira08 de abril de 2026 às 15:45
Agronegócio debate novas fontes para seguro rural e fundo de catástrofe

O agronegócio brasileiro está reevaluando o uso de recursos públicos e reservas internacionais para financiar subsídios no seguro rural e estabelecer um fundo de catástrofe. Essa discussão se intensificou diante da constatação de que o atual modelo de financiamento é insustentável em um cenário de crescente risco climático.

Mudanças Necessárias no Financiamento

Os representantes do setor argumentam que o seguro rural precisa de uma fonte de recursos mais estável, menos vulnerável a cortes orçamentários. A ideia é criar um fundo que combine investimento público e privado ou identificar fontes financeiras já existentes que possam apoiar essa iniciativa.

Durante uma coletiva após um evento do setor segurador, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou que a discussão sobre o uso de reservas internacionais, levantada anteriormente com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, voltou ao debate. "Embora haja desafios legais, é uma opção a ser considerada após uma análise técnica detalhada", enfatizou.

A busca por alternativas de financiamento é essencial para garantir a proteção dos produtores rurais no Brasil.

A senadora também mencionou outras possibilidades, como a adaptação de fundos existentes, como o fundo social do petróleo, que poderia ser utilizado para esse novo modelo de financiamento. "Identificar recursos já disponíveis pode facilitar a implementação dessa solução", completou.

Além disso, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Dyogo Oliveira, reafirmou a necessidade de diversificar as fontes de financiamento do seguro rural. Ele ressaltou que o custo de manutenção das reservas internacionais é elevado, em comparação com a rentabilidade abaixo do esperado. Esse aspecto econômico deve ser levado em conta na discussão.

Oliveira também sugeriu a implementação de modelos como os cat bonds, que são utilizados internacionalmente para cobrir riscos catastróficos. Ele acredita que esses instrumentos poderiam ampliar a oferta de seguros para o agronegócio brasileiro, ajudando os produtores a enfrentarem eventos extremos.

Contexto do Seguro Rural

Nos últimos anos, o seguro rural perdeu relevância, enquanto a dependência do crédito privado aumentou, exacerbando os riscos na produção agrícola.

O consenso entre os especialistas é que, sem uma proteção adequada, a vulnerabilidade financeira dos produtores se acentua, diminuindo a resiliência do sistema agrícola diante das adversidades climáticas.

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