Brasil ratifica acordos de livre comércio com EFTA e Singapura
Ratificação fortalece estratégia de ampliação de mercados para produtos brasileiros

O Brasil finalizou a ratificação dos acordos de livre comércio com a EFTA e Singapura, dando um importante passo na расширение de seus mercados para produtos brasileiros.
Os documentos foram entregues ao governo do Paraguai, que desempenhou o papel de presidência do Mercosul no primeiro semestre de 2026. Essa informação foi divulgada nesta quinta-feira, 2, pelos Ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
✨ A ratificação dos acordos permitirá que 99% das exportações brasileiras para os países da EFTA tenham acesso preferencial ao mercado.
O acordo com a EFTA, assinado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, inclui Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, totalizando um mercado com mais de 280 milhões de consumidores. Em 2025, as transações comerciais entre Brasil e EFTA alcançaram US$ 7,8 bilhões, com um aumento de 22,9% nas exportações brasileiras em relação ao ano anterior.
O tratado também prevê a eliminação de tarifas para a maioria dos produtos industriais e pesqueiros, além da flexibilização de cotas para produtos agropecuários brasileiros, como carnes e óleos vegetais.
Com Singapura, o acordo é um marco, sendo o primeiro tratado de livre comércio que o Mercosul fecha com um país do Sudeste Asiático. Com a vigência programada para 1º de agosto de 2026, o acordo assegura tarifa zero para todas as exportações brasileiras para o país.
Em 2025, o comércio bilateral atingiu US$ 10,7 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões. Os principais produtos exportados incluem óleos combustíveis, máquinas e carnes.
Ambos os acordos foram aprovados pelo Congresso Nacional em junho de 2026. O governo estima que, com a implementação dos acordos do Mercosul com a EFTA e Singapura, a parte da corrente de comércio brasileira beneficiada por preferências tarifárias aumentará de 12% para 31,2%.
Consulta ao Japão
O MDIC lançou uma consulta pública sobre um potencial acordo de livre comércio entre Mercosul e Japão, onde as contribuições poderão ser enviadas até 15 de agosto. Esse procedimento visa alinhar prioridades e identificar oportunidades antes de iniciar negociações.
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