Cerca de 80% da população da capital afegã vive sem água encanada e depende de fontes limitadas.

Cabul, a capital do Afeganistão, enfrenta uma grave crise hídrica que se intensifica com o crescimento populacional acelerado e seis anos consecutivos de seca.
Shazia, mãe de três filhos, vive em Khair Khana e lida diariamente com a escassez de água, caminhando longas distâncias para encher baldes em uma bomba manual.
✨ Um relatório indica que Cabul pode ser a primeira grande cidade moderna a ficar sem água, um cenário possível já em 2030.
Com apenas 20% da população tendo acesso à água encanada, muitos moradores dependem de poços cada vez mais profundos ou da cara água de caminhões-pipa.
A situação é ainda mais crítica devido à crise climática e a degradação das fontes de água, levando muitos a uma 'falência hídrica'.
Cabul, em constante crescimento, não conseguiu acompanhar a demanda de abastecimento, aumentando as dificuldades para a população mais pobre.
A infraestrutura hídrica da cidade, já insuficiente, não foi capaz de lidar com os desafios impostos pelo aumento populacional e pelas mudanças climáticas.
Soluções para a crise, como a construção de represas e a melhoria do sistema de abastecimento, estão em discussão, mas enfrentam obstáculos significativos.
Com a falta de recursos e a situação política instável, a ajuda internacional foi reduzida, complicando ainda mais a recuperação hídrica da cidade.
Cabul serve como um alerta para outras cidades no mundo que também podem enfrentar crises hídricas devido a rápidas alterações climáticas e urbanas.
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Jornalista especializado em Brasil

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