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Coopamare enfrenta despejo sob viaduto em SP e gera incertezas

Cooperativa de reciclagem combate desocupação determinada pela prefeitura

Carlos Silva21 de maio de 2026 às 17:45
Coopamare enfrenta despejo sob viaduto em SP e gera incertezas

A Coopamare, cooperativa de reciclagem mais antiga em atividade no Brasil, luta contra um despejo determinado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes, que ameaçou a sua permanência sob o Viaduto Paulo VI em Pinheiros.

A notificação recebida indica ocupação irregular e riscos de incêndio devido ao acúmulo de materiais. Contudo, a cooperativa contesta a revogação da permissão de uso, destacando que possui Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros válido até 2027 e nunca enfrentou incêndios desde 1990.

Reciclamos de 100 a 120 toneladas por mês e nossa operação é vital para o município.

Com a atual movimentação, onde catadores entram e saem rapidamente, a cooperativa exibe um fluxo intenso de produção, que é vital para a comunidade local. Carla Moreira de Souza, presidente da Coopamare, expressa preocupações sobre a mudança forçada e as consequências que isso traria para o trabalho.

Eduardo Ferreira de Paula, um dos fundadores, relembra a transformação que a cooperativa trouxe para a região, que anteriormente era uma favela. Ele enfatiza a importância do trabalho deles para economizar recursos públicos, já que a coleta dos materiais recicláveis evita o seu envio a aterros.

Impactos das Intervenções da Prefeitura

Recentemente, a produtividade da Coopamare foi afetada por obras realizadas pela prefeitura, complicando o cotidiano dos cooperados ao dificultar o uso das máquinas e tornando a atmosfera de trabalho menos respirável.

Carla menciona uma possível transferência do espaço para outro grupo, levantando a suspeita de que o real motivo da desocupação seja a entrega do local ao Centro Assistencial de Motivação Profissional Pinheiros, apontado como um benefício social pela prefeitura.

Contexto

Estima-se que cerca de 20 a 25 mil pessoas em São Paulo dependem da coleta de recicláveis. Quase 90% do material reciclado no Brasil é recolhido por catadores como Antônia e Denilson, que enfrentam grandes desafios diariamente.

Antônia Pereira da Silva, uma catadora de 63 anos, compartilha sua amarga rotina de trabalho e as incertezas geradas pela ameaça de despejo, ressaltando o esforço diário que realiza apenas para conseguir o sustento.

O vereador Nabil Bonduki promoveu um evento em apoio à cooperativa, enfatizando a relevância da Coopamare na recuperação de materiais e na economia local, questionando a decisão da prefeitura em vez de apoio à iniciativa.

Enquanto isso, a vida sob o viaduto continua, com catadores lidando com uma diversidade de materiais que chega até eles. Na pausa do trabalho, risos e histórias revelam a força e a união que sustentam a Coopamare, mesmo diante de adversidades.

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