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Copasa pode ter sido subvalorizada em R$ 2,7 bi na privatização

Sindicato aponta que concorrência baixa impactou propostas recebidas

Acro Rodrigues27 de maio de 2026 às 13:20
Copasa pode ter sido subvalorizada em R$ 2,7 bi na privatização

Um estudo do Sindiágua-MG revelou que as ofertas feitas por Aegea e Equatorial na privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) podem ter ficado R$ 2,7 bilhões abaixo do valor justo para a empresa, o que levanta preocupações sobre a concorrência no processo.

Expectativa de concorrência e modelo de privatização

De acordo com Milton Costa, presidente do Sindiágua-MG, a expectativa era que ao menos cinco proponentes participassem, mas o modelo adotado resultou em apenas duas ofertas. Ele criticou a escolha pela oferta pública secundária de ações, que permite ao Governo de Minas vender sua participação na companhia, mas que, na avaliação do sindicato, subvalorizou os 30% das ações em questão.

O governo espera usar os recursos da privatização para quitar uma dívida de R$ 180 bilhões com a União.

Contexto da Privatização

A privatização da Copasa ocorre por meio da venda de ações na B3, onde o controle acionário será transferido para a iniciativa privada, mas o estado ainda terá poder de veto em decisões importantes.

O presidente do sindicato destacou que a recente volatilidade das ações da Copasa e as incertezas do processo de privatização afetaram o valor proposto. Além disso, o curto prazo de 14 dias para avaliação das propostas e as exigências, como uma garantia bancária elevada, afastaram potenciais investidores internacionais.

Mercado em transformação

Costa também ressaltou que a percepção dos investidores em relação ao setor de saneamento mudou, especialmente após a revisão das expectativas de retorno financeiro. Taxas de juros elevadas e riscos crescentes têm contribuído para o desinteresse em novos ativos.

Na última terça-feira (26), o Sindiágua-MG protocolou uma ação junto ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) pedindo a suspensão da licitação, alegando que, embora existam duas propostas, apenas uma compete efetivamente, dado que a Sabesp desistiu do processo.

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A operação foi feita de forma acelerada para garantir recursos ao estado, mas com responsabilidade

Copasa

A Copasa, em sua defesa, afirmou que a exigência de garantias financeiras é para assegurar a entrada de investidores qualificados e garantir o alcance das metas de universalização do saneamento básico.

Em resposta às críticas, a empresa anunciou que revisará as condições da oferta pública, o que implica a divulgação de novos documentos e um cronograma atualizado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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