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Sanepar desiste de participar da privatização da Copasa em Minas Gerais

Companhia paranaense não encontrou parceiros para consórcio

Tiago Abech02 de junho de 2026 às 04:15
Sanepar desiste de participar da privatização da Copasa em Minas Gerais

A Sanepar, empresa responsável pelo saneamento no Paraná, optou por não participar da privatização da Copasa, estrutura de saneamento de Minas Gerais, após encontrar dificuldades em montar parcerias. A confirmação foi feita pela companhia nesta segunda-feira (1º).

Antes dessa decisão, em entrevista à CNN, o presidente da Sanepar, Wilson Bley, havia declarado que a entrada na disputa dependeria de alianças com investidores e análises detalhadas sobre os riscos envolvidos. Segundo Bley, a Sanepar avaliava a possibilidade com cautela, focando em possíveis associados estratégicos.

A operação de privatização da Copasa gerou debates acalorados sobre seu modelo.

As reformas recentemente adotadas pelo governo de Minas Gerais quanto ao cronograma e às condições da privatização exigiram reconsiderações por parte dos interessados. O novo modelo contém uma oferta pública ao mercado B3, onde o investidor líder pode adquirir até 30% do controle acionário, mantendo, contudo, poderes de veto sobre decisões cruciais.

Na semana anterior, o governo estabeleceu o preço mínimo para as ações em R$ 47,23, com a definição final prevista para 11 de junho e a liquidação da oferta ocorrendo em 16 de junho. No entanto, o modelo enfrentou críticas; o Sindágua-MG alertou que as ofertas atuais poderiam subestimar a companhia em R$ 3,1 bilhões, considerando as projeções de mercado.

Especialistas questionam a viabilidade do plano, especialmente após adiamentos e a diminuição dos potenciais investidores. O governo inicialmente espera receber um número maior de propostas para aumentar a competição e maximizar a arrecadação.

Até agora, apenas a Aegea Saneamento e a Equatorial Energia se manifestaram com propostas. A Sabesp, que foi considerada uma possível interessada, decidiu não participar da negociação. A entrada da Sanepar, mesmo que fosse por um consórcio, poderia favorecer uma maior competição na fase final do processo.

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