Clube deve comprovar movimentações de R$ 60 milhões e regularizar R$ 10,1 milhões para evitar sanções.

O Corinthians enfrenta novas cobranças do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) devido a pendências financeiras no âmbito do Regime de Centralização de Execuções (RCE). O MP reiterou a solicitação de documentos que comprovem movimentações financeiras de aproximadamente R$ 60 milhões e exigiu esclarecimentos sobre atrasos nos pagamentos a credores da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), ligada à CBF.
Dentre as intimações feitas, o Timão é solicitado a explicar sua situação em relação aos compromissos assumidos na CNRD, especialmente diante de denúncias de inadimplência que podem resultar em sanções esportivas. Outras informações requeridas incluem receitas que possam estar bloqueadas ou comprometidas por outras obrigações financeiras. O MP também demanda a regularização de R$ 10.140.956,79, referentes a rateios de julho e agosto no RCE.
✨ O clube enfrenta risco de perder o benefício judicial que impede execuções individuais, caso não comprove o pagamento integral dos rateios em um prazo de 15 dias.
Além disso, o Ministério Público está apurando diversas operações financeiras do clube, incluindo um pagamento de R$ 26.034.838,02 à Caixa Econômica Federal e R$ 32.775.000 recebidos da Nike. O órgão solicita, ainda, acesso a contratos da fornecedora de materiais esportivos e a publicação de um edital de leilão reverso referente a R$ 3.141.958,11.
A cobrança surge após reclamações de credores, que apontam falta de pagamento de 42% do rateio de agosto, além de repasses não realizados previstos para setembro. O empresário Carlos Leite, um dos credores, destacou que persiste a ausência de comprovações necessárias. O Corinthians confirmou em nota que está tratando os questionamentos de maneira técnica e responsável e que pretende apresentar os esclarecimentos no processo.
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Jornalista especializado em Brasil

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