Medidas buscam mitigar impactos da estiagem severa em comunidades ribeirinhas

O governo do Amazonas, representado pelo secretário da Defesa Civil, coronel Mauro Freire, anunciou medidas para enfrentar os possíveis efeitos do El Niño, decretando em julho o estado de emergência climática ambiental.
A iniciativa visa reduzir os impactos de uma eventual estiagem severa, especialmente nas comunidades ribeirinhas e tradicionais que dependem dos rios para transporte e acesso a serviços básicos.
✨ Atualmente, onze municípios no Amazonas estão em situação de emergência, 12 em alerta e 14 em atenção.
Freire destacou que a redução do nível dos rios pode dificultar a mobilidade das populações do interior. Ele explicou que 'nossos rios, nossos lagos e os braços dos rios são as nossas estradas'. Além disso, a estiagem pode prejudicar o acesso a alimentos, água, medicamentos e combustíveis.
Para atender as comunidades afetadas, o governo estadual está preparando a distribuição de cestas básicas e kits de higiene a partir deste mês, além de monitorar meteorologicamente a situação 24 horas por dia.
Uma das principais ações é o projeto Água Boa, que instala sistemas de abastecimento de água com purificadores, já beneficiando mais de 800 comunidades desde 2019.
Caso as fontes de água sequem completamente, o governo enviará água e caixas d’água como ajuda humanitária.
A operação para enfrentar a estiagem será ajustada conforme a evolução da situação até dezembro, com foco em não deixar as comunidades distantes sem assistência.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que também participou das discussões sobre medidas no Amazonas, não se manifestou ao ser procurado pela reportagem.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Brasil

Reconhecimento federal permite apoio a municípios afetados.

Defesa Civil e governo monitoram fenômenos climáticos severos

Corpo de Bombeiros mobiliza 11 viaturas para controlar as chamas

Alagamento ocorreu em propriedade privada usada para aquicultura