Investigação sobre investimento suspeito impacta Cedae no RJ
Ex-dirigentes da companhia são investigados por operações irregulares.

A investigação sobre irregularidades no investimento da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) no Rio de Janeiro pode levar a novos desdobramentos na gestão de Cláudio Castro, envolvendo operações financeiras questionáveis.
Desvio de Investimentos e Omissões
O caso revelou que, apesar de um investimento de R$ 200 milhões em Certificados de Depósito Bancário (CDB), tentativas de resgate de parte do montante foram obstadas por diretores da companhias. Em 28 de maio de 2025, o gerente financeiro Rodrigo Borges Mendes pediu a devolução de R$ 44 milhões aplicados no Banco Master, mas este resgate foi cancelado por ordem de Mauro Luís Rodrigues, assessor da Diretoria de Investimentos.
✨ A auditoria conduzida pela nova administração da Cedae revelou falhas graves na gestão financeira da companhia.
Além disso, documentos e atas do Conselho de Administração mostram que alertas sobre o investimento no Banco Master não foram suficientes para que a Diretoria Financeira tomasse providências. A falta de transparência e o não compartilhamento de informações entre os diretores levantaram questões sobre a conduta de Antonio Carlos dos Santos, que dirigiu as operações financeiras sob a supervisão de Cláudio Castro.
Reuniões e Modificações nos Processos
A investigação revelou que Santos e seus assessores realizaram reuniões com a alta administração do Banco Master, omitindo informações cruciais dentro da companhia. O procedimento que alterou as exigências de rating para os investimentos da Cedae também foi determinado pela Diretoria Financeira, após um contato direto com uma funcionária do banco.
Com o relatório final em mãos, o governador em exercício, Desembargador Ricardo Couto, decidiu aprofundar a investigação sobre os ex-dirigentes e assessores envolvidos, incluindo Magno Neves e Hedmiltom Cardoso Mourão.
✨ Transparência e Responsabilização
O Presidente da Cedae, Rafael Rolim, recomendou que o relatório fosse compartilhado com órgãos como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, buscando garantir a accountability nas operações da companhia.
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