TCE rejeita contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro
Decisão sobre a gestão fiscal ainda precisa ser confirmada pela ALERJ

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu, nesta segunda-feira, 1º, que as contas de 2025 da gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL) foram rejeitadas. A votação culminou em três votos a um, destacando a divergência entre os conselheiros sobre a veracidade das informações financeiras apresentadas.
O parecer será enviado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), onde os deputados têm a responsabilidade final de aprovar ou reprovar as contas. Essa decisão segue um contexto repleto de controvérsias, uma vez que o conselheiro José Gomes Graciosa se posicionou em desacordo com o relator Rodrigo Melo do Nascimento, que anteriormente havia sugerido a aprovação com ressalvas.
✨ Distorções nas demonstrações financeiras foram apontadas como um dos motivos principais para a rejeição das contas.
Graciosa criticou as inconsistências que, segundo ele, afetaram substancialmente a confiabilidade do balanço patrimonial do estado. O julgamento passou por interrupções, mas foi completado nesta segunda. Entre os principais problemas expostos pelo relatório, Graciosa destacou as chamadas 'distorções generalizadas' na apresentação dos valores financeiros, além de discrepâncias entre os dados registrados pelo governo e as confirmações feitas por instituições financeiras.
Outros aspectos notáveis incluíram a contabilização de investimentos relacionados ao Banco Master. Para a maioria dos conselheiros, o estado não conseguiu registrar adequadamente os riscos relacionados a esses ativos, resultando numa superavaliação do patrimônio nas contas de 2025. Como parte das conclusões, Graciosa também recomendou uma auditoria extraordinária em investimentos que totalizam R$ 5,01 bilhões alocados em instituições financeiras, englobando não apenas o Banco Master, mas também o Mirae Asset e o Banco Genial.
Essa rejeição ocorre após uma recente operação da Polícia Federal, que investigou investimentos de órgãos estaduais em entidades vinculadas ao Banco Master. Mesmo com a reprovação das contas, esse processo técnico ainda não se encerrou, uma vez que a decisão final cabe aos deputados estaduais. As irregularidades levantadas pelo TCE, além de afetarem a reputação da gestão anterior, colocam mais pressão sobre as próximas ações legislativas, principalmente após a desistência do ex-governador de concorrer ao Senado pelo estado do Rio.
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