Voltar
política
2 min de leitura

Polícia Federal investiga Cláudio Castro e empresário em operação voluntária

Cláudio Castro e Ricardo Magro estão sob investigação por esquema financeiro.

Gabriel Azevedo15 de maio de 2026 às 10:15
Polícia Federal investiga Cláudio Castro e empresário em operação voluntária

Uma operação coordenada pela Polícia Federal está investigando o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Essa ação revela a busca pela captura de Magro, que atualmente reside em Miami e é alvo de um mandado de prisão ativo há dez anos.

O presidente Lula pediu ajuda ao governo dos EUA para extraditar Magro.

Em fevereiro, durante uma visita à Índia, Lula declarou que Magro é considerado o “maior devedor do País”, mencionando que enviou informações ao presidente Donald Trump, incluindo uma foto da residência do empresário. A casa, que vale 36 milhões de dólares, foi anteriormente de LeBron James, estrela da NBA.

A vida financeira de Magro é complexa, com dívidas que superam 10 bilhões de reais, das quais 4,9 bilhões estão relacionados à sua empresa, a Refit, em recuperação judicial. A operação atual é resultado de investigações que indicam que o grupo de Magro criou uma rede composta por cerca de 50 fundos de investimento para ocultar bilhões de reais provenientes de suas atividades.

Os danos financeiros causados por esse esquema são alarmantes, totalizando aproximadamente 26 bilhões de reais em prejuízos às finanças públicas. Além das investigações sobre Magro, Cláudio Castro, que também é alvo nesta operação, está sob um mandado de busca e apreensão.

Contexto Adicional

No ano de 2023, sob a gestão de Castro, a Refit obteve um incentivo fiscal para expandir seu negócio no setor de óleo diesel, fato que levanta questões sobre a relação entre o governo e a empresa durante esse período.

A operação desta sexta-feira inclui a execução de 17 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O Supremo Tribunal Federal também agiu, determinando o afastamento de funções públicas de envolvidos e bloqueando cerca de 52 bilhões em ativos financeiros, além de restringir as atividades das empresas sob investigação.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política