Produtora afirmou que empresa impôs condições para evitar danos ao projeto em São Paulo.

Karina Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil, relatou em um boletim de ocorrência que uma empresa contratada para instalar os pontos do programa WiFi Livre SP exigiu R$ 2,5 milhões sem justificativa contratual, sob a ameaça de prejudicar o projeto.
O Instituto repassou R$ 16,7 milhões à empresa e as alegações de Karina foram documentadas em um boletim que faz parte de um inquérito que investiga supostas fraudes relacionadas a um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo.
✨ A produtora afirmou que a empresa usou estratégias de pressão, incluindo ameaças de divulgação na imprensa.
Os documentos apresentados na investigação indicam que o contrato original envolvia a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi, mas o escopo foi reduzido para 3.200, resultando na diminuição do valor do contrato e impactos diretos na população.
A situação se agravou com a interrupção do sinal, que segundo Karina, não foi uma falha técnica, mas uma decisão deliberada da empresa. A Polícia Civil já apreendeu documentos e um celular na sede da empresa durante a Operação Wi-Fi, que investiga irregularidades.
O ministro Flávio Dino determinou a quebra de sigilo da investigação, citando possíveis conexões com a organização criminosa PCC e envolvendo nomeações de figuras políticas.
A defesa de Karina Gama manifestou apoio à transparência na investigação, destacando a disposição da produtora em colaborar com as autoridades competentes para esclarecer os fatos.
A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, afirmou não haver irregularidades no contrato do WiFi Livre, que continua em funcionamento com mais de 760 milhões de acessos registrados.
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Jornalista especializado em Brasil

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