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Menino de 11 anos morre em Bertioga após mal súbito na escola

Transferência hospitalar sem acompanhamento médico gera controvérsia

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 14:30
Menino de 11 anos morre em Bertioga após mal súbito na escola

Um menino de apenas 11 anos faleceu em Bertioga, São Paulo, após sofrer um mal súbito na escola onde estudava na quinta-feira, dia 30 de novembro.

O incidente se deu por volta das 16h44, quando a direção escolar tentou contatar a mãe do aluno e, posteriormente, um familiar. Segundo o boletim de ocorrência, um primo da criança relatou à polícia que recebeu uma ligação de uma funcionária da Escola José de Oliveira, informando que o menino havia sofrido uma convulsão.

Embora a escola tenha acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), foram os próprios funcionários que decidiram levar a criança até a Unibem (Unidade Bertioguense de Especialidades Médicas) utilizando um veículo particular, em vez de aguardar a ambulância.

A Prefeitura de Bertioga justificou a escolha dizendo que a gravidade da situação exigia um encaminhamento imediato ao serviço de saúde mais próximo.

Na Unibem, a equipe médica iniciou os protocolos de emergência, e o menino foi transferido para o Pronto-Socorro do Hospital Municipal de Bertioga, onde continuaram as manobras de reanimação, porém a criança não resistiu e foi declarado o óbito.

O primo da vítima, em depoimento, afirmou que a transferência para o hospital foi feita por uma ambulância do Samu sem a presença de um médico responsável, um fato contradito pela Prefeitura, que afirmou que a transferência foi acompanhada adequadamente pela equipe de saúde.

As investigações estão em andamento, e o resultado do exame necroscópico no IML (Instituto Médico Legal) é aguardado para elucidar as causas da morte, que foi registrada como suspeita na Delegacia de Polícia de Bertioga.

Rumores nas redes sociais

Nas redes sociais, surgiram especulações de que o menino teria sido atingido por uma bolada antes de passar mal. A Prefeitura desmentiu essas alegações, afirmando que não há qualquer registro dessa ocorrência nos documentos escolares ou comunicações formais.

A Administração também confirmou que as aulas de Educação Física estavam suspensas devido a realização de Jogos Estudantis, não ocorrendo atividades esportivas. Além disso, nenhuma menção a uma bolada aparece no prontuário médico da criança ou no boletim de ocorrência.

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