Transferência hospitalar sem acompanhamento médico gera controvérsia

Um menino de apenas 11 anos faleceu em Bertioga, São Paulo, após sofrer um mal súbito na escola onde estudava na quinta-feira, dia 30 de novembro.
O incidente se deu por volta das 16h44, quando a direção escolar tentou contatar a mãe do aluno e, posteriormente, um familiar. Segundo o boletim de ocorrência, um primo da criança relatou à polícia que recebeu uma ligação de uma funcionária da Escola José de Oliveira, informando que o menino havia sofrido uma convulsão.
Embora a escola tenha acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), foram os próprios funcionários que decidiram levar a criança até a Unibem (Unidade Bertioguense de Especialidades Médicas) utilizando um veículo particular, em vez de aguardar a ambulância.
✨ A Prefeitura de Bertioga justificou a escolha dizendo que a gravidade da situação exigia um encaminhamento imediato ao serviço de saúde mais próximo.
Na Unibem, a equipe médica iniciou os protocolos de emergência, e o menino foi transferido para o Pronto-Socorro do Hospital Municipal de Bertioga, onde continuaram as manobras de reanimação, porém a criança não resistiu e foi declarado o óbito.
O primo da vítima, em depoimento, afirmou que a transferência para o hospital foi feita por uma ambulância do Samu sem a presença de um médico responsável, um fato contradito pela Prefeitura, que afirmou que a transferência foi acompanhada adequadamente pela equipe de saúde.
As investigações estão em andamento, e o resultado do exame necroscópico no IML (Instituto Médico Legal) é aguardado para elucidar as causas da morte, que foi registrada como suspeita na Delegacia de Polícia de Bertioga.
Nas redes sociais, surgiram especulações de que o menino teria sido atingido por uma bolada antes de passar mal. A Prefeitura desmentiu essas alegações, afirmando que não há qualquer registro dessa ocorrência nos documentos escolares ou comunicações formais.
A Administração também confirmou que as aulas de Educação Física estavam suspensas devido a realização de Jogos Estudantis, não ocorrendo atividades esportivas. Além disso, nenhuma menção a uma bolada aparece no prontuário médico da criança ou no boletim de ocorrência.
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Jornalista especializado em Brasil

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